São Paulo - O PDT de São Paulo avisou ao PT que não aceitará uma chapa puro-sangue na disputa ao governo paulista, com o senador Eduardo Suplicy como vice do senador Aloizio Mercadante. Para manter a aliança, o PT concordou com o pedido e desistiu de ter Suplicy na disputa.
Ontem, o deputado Paulo Pereira da Silva, presidente do PDT-SP, almoçou com o presidente do PT-SP, Edinho Silva, em Brasília e apresentou o deputado estadual Major Olimpio como candidato. “Vamos indicar (o vice) e se o PT ou candidato não aceitarem, podem seguir seu caminho e nós seguiremos o nosso”, afirmou Paulinho, em nota após o encontro.
Segundo Edinho Silva, o PT quer manter a unidade da aliança de 11 partidos - na maioria de nanicos. “O nome do Suplicy foi um nome aventado, mas nunca imposto”, disse o dirigente.
O apoio do PDT significa cerca de 50 segundos de propaganda partidária. O PDT poderia se aliar com o pré-candidato do PSB, Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).
O petista afirmou que foi a primeira vez que o PDT indicou Olimpio, que ainda será analisado. Mercadante já disse diversas vezes que a chapa puro-sangue seria bem vinda. De olho nos 8,9 milhões de votos de Suplicy nas eleições de 2006, o PT queria dar maior densidade eleitoral.
No entanto, havia resistência a Suplicy no próprio PT, inclusive de aliados de Marta Suplicy, pré-candidata ao Senado. Se o PDT não indicasse o vice, o partido ficaria com a vaga de suplente da ex-prefeita.
Suplicy também disse que aceitaria a vaga. Mas, uma de suas exigências era a transparência nas doações de campanha. De acordo com ele, seria preciso que as doações fossem divulgadas em tempo real pela Internet durante a eleição. O senador também queria a garantia de que não haverá o caixa 2.