10 de julho de 2026
Bairros

Polícia Militar e Seplan discutirão atuação dos guardadores de carros

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Os comandantes de companhias da área do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI) deverão se reunir, na tarde da próxima terça-feira, com representantes da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan). O objetivo do encontro é discutir a questão dos guardadores de carro, que hoje em dia, atuam principalmente nas regiões centrais de Bauru e na zona sul.

O comandante do 4º BPMI, tenente-coronel Nelson Garcia, idealizador do encontro, afirma que, nos últimos tempos, a PM tem recebido inúmeras reclamações referentes a abusos cometidos pelos guardadores de carro. “Temos a informação de que, em algumas regiões, chegam a exigir que os motoristas paguem até R$ 15,00 para estacionar em vias públicas. Em muitos casos, está havendo intimidação explícita da população”, afirma.

Inicialmente, a PM pretende realizar um cadastro dos guardadores. “Queremos saber quem são, de onde vêm e se têm alguma ligação com a criminalidade”, diz Garcia. Além disso, as companhias do 4º BPMI farão um mapeamento das áreas mais procuradas por esses profissionais.

O secretário municipal de Planejamento, Rodrigo Said, acredita que a questão dos guardadores requer uma discussão ampla, que envolva não só o poder público, mas os diferentes setores da sociedade civil. “Temos de nos articular e buscar uma solução para esse problema”, pensa.

Embora as possíveis medidas a serem tomadas no caso ainda se encontrem no plano das ideias, Said e Garcia dão a entender que são mais favoráveis a uma postura de “tolerância zero” para com os guardadores de carro.

Inclusive, o titular da Seplan diz considerar interessante o modelo implantado em Assis (180 quilômetros de Bauru), onde os “flanelinhas” (como são conhecidos popularmente) foram proibidos de atuar. “Essa discussão será longa e renderá ‘muito pano para a manga’. O fato é que precisamos botar ordem no espaço público e resgatar esses locais para o conjunto da população”, diz Said.

Ele afirma que as medidas a serem adotadas daqui em diante não ficarão restritas aos guardadores de carro que trabalham por alguns trocados. Segundo Said, grandes empresas também estão na mira na Seplan. “Bauru passou muito tempo abandonada. Isso permitiu que particulares se apropriassem dos espaços públicos existentes na cidade”, disse.