11 de julho de 2026
Nacional

Delegado foi morto em assalto, diz secretário; suspeitos são capturados

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Salvador - O delegado Clayton Leão Chaves, morto anteontem quando dava entrevista a uma rádio de Camaçari (47 km de Salvador), foi assassinado após reagir a uma tentativa de assalto. A afirmação é do secretário de Segurança Pública da BA, César Nunes. Ontem, a polícia apresentou os três suspeitos do crime. Edson Cordeiro, 30, e Rinaldo Valença de Lima, 27, foram presos no final da tarde de anteontem.

O terceiro suspeito, Magno de Menezes Santos, 30, se apresentou ontem à polícia acompanhado de um advogado, que não quis falar.

De acordo com o secretário, a conclusão de que Chaves - morto com dois tiros- reagiu a uma tentativa de assalto se baseia no depoimento dos acusados e da mulher da vítima, Simone de Oliveira, que estava ao seu lado, dentro do carro, quando ele foi assassinado.

Ainda segundo César Nunes, Rinaldo de Lima disse que atirou porque se assustou ao ver que o delegado tentou pegar a arma que estava entre suas pernas. Cordeiro e Lima não têm advogados constituídos, segundo a polícia.

Ao ser questionado por que o crime foi resolvido com rapidez (menos de 24 horas), diferentemente de outros casos, Nunes disse: “Claro que aí teve o espírito de corpo, mas estamos tendo bons resultados nos outros casos”.

Em depoimento à polícia, os acusados disseram não ter reconhecido o delegado. Entretanto, Santos (por assalto a mão armada) e Lima (homicídio) já estiveram presos em Camaçari. O delegado Clayton Chaves era tido como “durão” no combate ao trafico de drogas.

Nota da Associação dos Delegados de Polícia da BA diz que a instituição está indignada com a violência no Estado, que já matou dois delegados só neste ano.

Greve

Servidores da Polícia Civil da BA estão em greve desde o último dia 19 para pressionar a Câmara dos Deputados a votar uma Proposta de Emenda Constitucional que prevê um piso salarial nacional para policiais civis e militares e bombeiros. O presidente do sindicato da categoria, Carlos Lima, afirma que todas as investigações estão paradas no Estado -apenas 30% do efetivo, o mínimo exigido por lei, continua trabalhando. Uma exceção aberta foi para apurar a morte de Chaves.