09 de julho de 2026
Geral

Comissões da USP e do SintUSP se reunirão para avaliar a paralisação

Alexandre Padilha
| Tempo de leitura: 2 min

Ontem, o reitor da Universidade de São Paulo (USP), João Grandino Rodas, declarou que uma comissão foi criada pela instituição para se reunir e dialogar com o Sindicato dos Trabalhadores da USP (SintUSP) na próxima segunda-feira. Mesmo com a sinalização do reitor, o sindicato afirmou que a paralisação será mantida até uma possível negociação com o Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp).

Segundo a diretora do SintUSP, Neli Wada, uma comissão também foi criada pelo sindicato para apresentar as reivindicações do movimento durante a reunião de segunda-feira, mas a paralisação será mantida. “Vamos aguardar a reunião de segunda para decidir sobre a greve”, afirmou Neli.

Ela destacou que o movimento de paralisação está crescendo em todo o Estado e que uma nova assembleia foi marcada para a segunda-feira, após a reunião entre as comissões da USP e do SintUSP. “Depois da reunião com a comissão organizada pelo reitor teremos outra assembleia. Além do diálogo com o reitor, aguardamos também uma iniciativa do Cruesp no sentido de reabrir a negociação”, analisa.

Sobre a greve, a assessoria de imprensa do Centrinho informou que 19 trabalhadores da instituição assinaram a lista que indica a quantidade de servidores que aderiram à paralisação. O setor de comunicação garantiu ainda que nenhuma atividade do hospital da USP foi comprometido com as ausências e que não existe a previsão de comprometimento dos atendimentos ou agendamentos.

A diretora do SintUSP reiterou que a paralisação dos trabalhadores não é apenas em decorrência do reajuste salarial mas que se trata também de tentar retomar a isonomia entre professores e funcionários. Os servidores da USP de Bauru decidiram pela paralisação para implementar o movimento iniciado pelos trabalhadores de outros campi da USP, Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que busca um reajuste salarial de 16% para a categoria.

O Cruesp propôs aumento de 6,57% para servidores e professores, valor que não considera o ajuste realizado em relação ao salário dos professores, que tiveram implementação de 6% em fevereiro.