09 de julho de 2026
Política

Rossi quer ser candidato ao governo

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Deputado federal e ex-secretário estadual de Lazer e Turismo Francisco Rossi (PMDB) é voz discordante dentro do próprio partido. Para ele, a legenda deve lançar candidatura própria ao governo do Estado, ao contrário do que o presidente do partido, Orestes Quércia, deseja e acertou. Em visita ao Jornal da Cidade na tarde de ontem, acompanhado de Primo Mangialardo (PSC), pré-candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado, Rossi completou mais uma peregrinação pelo Interior em defesa de seu nome na cabeça de chapa para as eleições de outubro.

“Viemos tentar contactar a diretoria do PMDB de Bauru, para defender a tese do candidato próprio. Até porque partido que não disputa eleição desaparece”, observa Rossi. O parlamentar lamentou a situação do PMDB em São Paulo.

Segundo ele, o partido está encolhendo no Estado. “É o maior partido brasileiro, mas atualmente só temos quatro deputados estaduais e dois federais. É muito pouco para um partido com o histórico que temos”, ressalta.

Para o deputado, a decisão de Quércia de apoiar o PSDB em território paulista, enquanto no restante do País o partido apoia o PT, deixa o discurso conflituoso. “É uma incoerência total fazer campanha para o Alckmin no Estado e para a Dilma na esfera federal”.

Além disso, ele critica a atitude do ex-governador e presidente da legenda peemedebista de não ter mantido conversa dentro do partido. “Eu não fui ouvido sobre isso e olha que sou da diretoria do partido, assim como outros deputados. Fiquei sabendo do posicionamento dele pelos jornais”, observa em referência à articulação de Quércia pró-PSDB.

Por isso, Rossi defende a candidatura própria da legenda para o governo. “Minha candidatura levaria a eleição para o segundo turno, com certeza. O Alckmin tem o apoio milionário da máquina do governo. Mas não descarto chegar em primeiro”, observa. “E salvo raríssimas exceções, a receptividade à candidatura própria é espetacular”, ressalta.

Para viabilizar a intenção, ele precisa passar pela convenção estadual do partido, no dia 13 de junho. Se quiser levar a sua candidatura adiante, Rossi calcula que precisará do apoio de pelo menos 20% dos dirigentes – um total de 150 assinaturas. “Pela experiência que temos, isso deve ser viabilizado na semana que antecede a votação”, observa.

Ele já sabe que a decisão virá após a manifestação de outro cacique da legenda, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer. “Não faz sentido ele não apoiar”, pondera. Temer é vice de Dilma na disputa pela sucessão de Lula.