Mumbai - Um grupo apoiado por insurgentes maoístas reivindicou a autoria da sabotagem que descarrilou um trem e causou sua colisão com outro trem de carga, deixando ao menos 65 mortos e mais de 200 feridos. A organização chamada Comitê Popular contra Atrocidades da Polícia (PCPA - People”s Committee against Police Atrocities, em inglês), disse ser a responsável pelo acidente. “Dois pôsters pertencendo ao PCPA, apoiados pelos maoístas, foram encontrados no local”, disse o diretor-geral de polícia do Estado de Bengol Ocidental, Bhupinder Singh.
O diretor acrescentou ainda que investigações iniciais mostram possível sabotagem com peças importantes dos trilhos, o que poderia ter causado o descarrilamento do trem. Singh também disse que o condutor do trem reporta ter ouvido uma explosão antes do acidente. Mais cedo, um oficial de Segurança do Bengol Ocidental disse que o caso tinha os traços de um acidente causado por sabotagem, e acrescentou que um grande número de pessoas ainda estavam presas nas ferragens.
De acordo com a agência a Press Trust of India, uma organização nacional de imprensa, teria recebido uma ligação telefônica do grupo PCPA, reivindicando a autoria da sabotagem que causou ao menos 65 mortes.
Mais cedo, o ministro indiano de Interior, Palaniappan Chidambaram, já tinha afirmado que o acidente parecia ter sido causado por sabotagem. Horas antes, a ministra de Ferrovias, Mamata Banerjee, tinha anunciado uma investigação após o incidente, que causou a morte de pelo menos 65 pessoas e deixou cerca de 200 feridas, e disse que o choque aconteceu devido a uma bomba colocada na linha férrea por supostos maoístas.
“É um caso de explosão de uma bomba. Após a explosão, o trem descarrilou e ocorreu o acidente. De acordo com informação dada pela Força de Polícia de Ferrovias e oficiais, encontramos dinamite no lugar”, afirmou. A locomotiva e 13 vagões da composição, que iam para Mumbai, descarrilaram quinta-feira, no distrito de Midnapore Ocidental, no Estado de Bengol Ocidental.