09 de julho de 2026
Internacional

Obama viaja ao Golfo do México e mantém pressão sobre petrolífera


| Tempo de leitura: 1 min

Nova York - A British Petroleum (BP) relatou progressos ontem em sua luta para tampar o vazamento de petróleo no Golfo do México, mas o presidente Barack Obama alertou que não há uma “bala de prata”, ou seja, uma solução mágica para o maior vazamento de petróleo na história dos Estados Unidos.

Tentando demonstrar liderança diante das crescentes críticas à atuação do governo, Obama foi ontem à costa da Louisiana, onde o petróleo já invadiu alguns manguezais e interditou importantes zonas pesqueiras. Moradores se queixaram com estridência da demora das autoridades federais em agir e da pouca assistência oferecida. A Casa Branca nega veementemente as duas acusações, assegurando ter montado a maior operação de resposta da história.

O executivo-chefe da BP, Tony Hayward, disse que a tentativa de “sufocar” o vazamento com lama está progredindo, mas que seu sucesso só poderá ser avaliado após mais 48 horas de trabalho. “Já o derrubamos, mas ainda não pudemos colocar uma bala na cabeça”, disse Hayward.

O vazamento no poço de petróleo começou em 20 de abril quando uma plataforma de exploração marítima no local explodiu e naufragou, deixando 11 mortos. Milhões de litros de petróleo jorraram no Golfo do México desde então. Hayward manteve em 60 a 70% as suas estimativas sobre as chances de sucesso da operação, e informou que a BP agora está colocando materiais sólidos, como tiras de borracha e bolas de golfe, para tentar “entupir” o poço. A lama jogada desde quarta-feira não conteve o vazamento, mas em alguns momentos reduziu o fluxo. Se a tática chamada de “top kill” não funcionar, a BP deve tentar novamente desviar o petróleo para canos até a superfície, enquanto cava poços auxiliares que permitam consertar o poço danificado. Obama disse que cientistas do governo avaliam opções.