Como uma criança eu corria, brincava e ria das artes que fazia, não tinha maldade, tudo era encanto, porque eu tinha você.
Meu coração estava sossegado porque em teus braços eu era a rainha, e você me protegia, e eu era respeitada, e agora estou sozinha, você se foi, deixando-me no deserto seco e árido, onde todos me abandonaram.
Meu coração dói de saudades, já não sei o que aconteceu, sinto um incômodo, uma falta de ar, o que aconteceu, meu coração já não bate como antes e é só dor, só lágrimas, só saudade de alguém que sei que não volta, corro pro lado e para outro e ninguém me estende a mão, e nem quer escutar o meu gemido.
Já não ando nas ruas, pois todos os lugares me lembram você. Sinto a tua presença em cada canto, e pergunto aonde está a felicidade e alegria! Ah! Agora sei! Ela foi embora com você, e hoje o que resta é a sombra de uma mulher que já foi bela e feliz, amada e desejada, hoje é só um vulto no meio da multidão.
Saudades de sua esposa,
Ana Oneide de Sousa Barbosa.