10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Descomplicando a economia

Reinaldo Cafeo
| Tempo de leitura: 4 min

• Desemprego em queda 1

A taxa média de desemprego ficou em 7,4% no mês de abril. No ano passado, neste mesmo período, a taxa foi de 8,7%. O índice de abril é menor, em média, aos últimos oito anos. Esse desempenho tem a ver com o bom momento vivido pelo País, que tem no consumo das famílias seu carro chefe, gerando maiores vendas, mais emprego e renda.

• Desemprego em queda 2

A taxa refere-se ao nível de desocupados em relação à População Economicamente Ativa. Esclarecendo melhor: tem-se a População em Idade Ativa (PIA), ou seja, a população que teoricamente está apta a exercer uma atividade econômica. No Brasil considera-se toda a população com 10 ou mais anos de idade e subdivide-se em População Economicamente Ativa (PEA) e População não Economicamente Ativa.

• Desemprego em queda 3

A PEA compreende o potencial de mão de obra que o setor produtivo pode contar. São os ocupados e os desocupados. Os ocupados são: os empregados, os que trabalham por conta própria, os empregadores e os não remunerados, mas que exercem ocupação econômica, trabalhando no mínimo 15 horas por semana. Já os desocupados são pessoas que não têm trabalho, mas estão dispostas a trabalhar e, para isso, dedicam tempo na procura do emprego, analisando ofertas em jornais, levando currículos, participando de entrevistas de emprego, etc.

• Bolsa de Valores

Falta apenas um pregão no mês de maio e a Bolsa de São Paulo deverá amargar grandes perdas. Até a última sexta-feira acumulava queda no Índice Bovespa de 8,27% neste mês. Este patamar é superior ao rendimento anual da caderneta de poupança, por exemplo. Fruto das incertezas na Europa. Investidor está querendo ficar longe do risco.

• E o pequeno investidor?

Não é hora de sair. Realizar prejuízo não é o indicado. Tenha calma, espere o mercado se acalmar e vislumbre o longo prazo. Investir em ações é ter consciência que a renda é variável e, para quem não é especulador no mercado é um jogo de paciência. Nunca se vende na baixa.

• E o dólar?

Com juros nas alturas no Brasil, o dólar tinha tudo para operar em níveis baixos. Acontece que o nervosismo do mercado acionário fez com que os recursos migrassem da Bolsa para o dólar, quer para realizar lucros no Brasil e enviar os recursos para o Exterior, quer para fugir do risco em perder mais. Maior demanda por dólar, a taxa de câmbio se eleva. Mesmo assim o dólar, que já bateu R$ 1,87 neste mês, fechou a semana na casa dos R$ 1,81. De qualquer maneira a valorização até aqui, em maio, pode ser considerada expressiva: 4,14%. Da mesma maneira que recomendamos paciência em relação ao mercado de ações, o indicativo é mesmo no mercado do dólar.

• Seguro de vida é para os jovens

Os jovens que possuem dependentes devem pensar seriamente em manter um seguro de vida. É a maneira de garantir um mínimo à família em casa de morte ou acidente. Se agregado aos dependentes a pessoa conseguiu um acúmulo de recursos que lhe permitiu ter um padrão de vida mais elevado, o seguro dará a tranquilidade necessária para que este padrão não caia demasiadamente quando ocorrer algo inesperado.

• Seguro no financiamento bancário

Sempre que possível contrate o seguro prestamista, que prevê a quitação do débito das parcelas vincendas quando ocorre a morte do titular do financiamento. Não é caro e não deixa herança indesejada aos dependentes.

• Mude para melhor!

Muitas pessoas não cansam de reclamar da loucura que é dia-a-dia. Muitos não suportam mais sua profissão e reclamam inclusive dos relacionamentos amorosos e familiares. Na prática possuem dificuldade em romper com esta rotina: querem colo. Gostariam que disséssemos: venham cá, que coitadinhos, estão tão cansados. Acreditam que no afago tudo se resolve. Mas a coisa é mais profunda. Insatisfações profissionais ou pessoais não são resolvidas dessa maneira. Devem ser solucionadas por cada um. Talvez seja o momento de mudar de profissão, de resolver de vez pendências familiares e, acima de tudo, assumir a condução da vida, parando de deixar a vida levar como ela quer. Como escreveu Richard Bach em seu livro “Ilusões”: “Se os problemas existem é porque você os colocou ali, cabe a você resolvê-los”. Mude já, mude para melhor! Boa semana.

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