10 de julho de 2026
Nacional

Maior parte dos moradores de rua da Capital de São Paulo trabalha

Folhapress
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São Paulo - A maioria dos moradores de rua de São Paulo trabalha, ganha em média R$ 19,30 por dia e gasta com comida, bebida, cigarro ou droga. A pesquisa, feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por encomenda da prefeitura, mostra que 66,9% dos moradores de rua da cidade ganham seu dinheiro trabalhando.

As principais atividades são a coleta de materiais recicláveis nas ruas - 62,1% dos que trabalham fazem isso -, carga e descarga, além das funções de flanelinha e guardador de carros. A impressão de que morador de rua vive só de esmola não se confirma na pesquisa. Apenas 14% dizem depender exclusivamente de esmolas e 15,2% trabalham e pedem esmolas. Outros 3,9% declararam que não fazem nada.

A pesquisa da Fipe apontou que são 13.666 moradores em “situação de rua” em São Paulo. A Folha de S.Paulo antecipou essa informação em março, um mês após a entrega do relatório, que a prefeitura só divulgou ontem. Desde 2000, quando foi feito o censo anterior, a cidade ganhou 4.960 moradores de rua - eram 8.706. O maior crescimento foi no número de “acolhidos” - atendidos em albergues -, que subiu de 3.693 para 7.079.

Outro dado significativo é sobre violência nas ruas: 66,7% disseram já ter sofrido algum tipo de violência, sendo que 27,9% apontam policiais como agressores; 4,5% apontam comerciantes.

Segundo a Fipe, 37% admitem que usam álcool, 9,7% dizem usar apenas drogas, e 27,7% afirmaram que usam álcool e drogas.

O uso de drogas nas ruas é um dos fatores, segundo especialistas, que fazem aumentar o número de jovens nessa situação. Desde 2000, o percentual de jovens (18 a 30 anos) nas ruas pulou de 18,2% para 25,9%. Também aumentaram os idosos -de 16,2% para 24%.