08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Por entrelinhas


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Analogamente à idéia de genótipo e fenótipo, o conhecimento textual é dualístico em suas beneficências. De um lado, a partir do momento em que se abdica da realidade, caminhos são abertos para uma esfera de prazeres encontrados na leitura. Todo esse conhecimento adquirido fica armazenado lado a lado à razão. Por outro lado, nos garante tamanho suporte intelectual que é sensibilizado externamente, ou seja, o poder de discernir e argumentar, senso crítico.

Como já agia Sócrates que, mesmo situado em um período remoto, já estimulava a busca pelo conhecimento, utilizava da ironia e da maiêutica a fim de demonstrar o quanto ignorava em meio ao universo do conhecimento. Nossos atuais demagogos, governantes populistas, ao invés de externarem incentivos à leitura, para que a população saia dessa estagnação informativa, realizam o contrário, apenas praticam ilegalidades.

Se o espírito cultural de Dom Quixote se divagasse para os quatro cantos do mundo, novas mentes até então extintas, sairião dessa fadiga informativa e provarião dos benefícios proporcionados pela transformação da leitura. A partir de tal privilégio, portas são abertas, conquistas passam a ser objetivadas, decisões são feitas, utilizando parâmetros e não apenas sustentadas pela escolha da maioria.

Novos Sócrates deveriam surgir para estimular e resgatar a população que vive em um eterno comodismo. E até caracterizar o ‘’Só sei que nada sei”como algo de um período vago que não condiz com o avanço intelectual da sociedade do século XXI.

Livia Regina Leandro Bertolini - estudante