08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Opiniões


| Tempo de leitura: 3 min

Tenho passado um bom tempo aqui como um “voyer”, lendo sempre as opiniões daqueles que reservam sempre um tempo para interagir usando as páginas que o JC nos reserva. Costumo ter opinião para todo assunto que aparece na mídia e naturalmente acho-as corretas. Porém, acredito que o nosso nível de aceitação e respeito à opinião alheia é o que nos faz mais felizes, ou menos aborrecidos, como queiram.

Em várias oportunidades temos notado verdadeiras agressões verborrágicas direcionadas a munícipes (principalmente) que se permitem expor idéias ou ideais fundamentados em seus conhecimentos, formação, religião, torcidas, etc.. Infelizmente, nossa postura de concentrarmos nossas “baterias” por aqui faz com que os verdadeiros fascínoras de nossa pátria sejam esquecidos e acabem por se regorgizar na ausência de exposição em que estão.

Acredito que muitos de nossos problemas são gerados a partir de uma inesgotável falta de educação, em todos os sentidos, começando pelo berço. Nossos exemplos - bons ou maus - são o parâmetro imediato para nossos sucessores, em nossos diários diálogos dentro de casa. Quantas vezes não nos inflamamos e proferimos palavras de baixo calão em frente a inocentes seres que começam a observar a Vida?

O que estamos ensinando a nossos filhos, quando estacionamos em fila dupla em frente a escola e depois ainda discutimos com uma autoridade policial, exigindo educação? Como convencer um adolescente da necessidade de se conviver em harmonia, com educação e respeito... logo após dizer para alguém: “você sabe com quem está falando”? O que seu filho aprende quando você estaciona seu carro em uma vaga de deficiente, nem que seja por um “minutinho só”?

Se o assunto derivar para o futebol então... Li alguém se queixando de que não gosta de futebol e está inconformado de ter que trabalhar em horário diferente por causa de jogos, eu também! Me solidarizei com ele quando alguém escreveu na tribuna do leitor sugerindo que se mudasse ou sei lá. Ora, tudo bem que esse país é a pátria de chuteiras, mas mais parece uma pátria de ferraduras. Onde estão os direitos individuais?

Não se propala tanto o respeito às minorias? não devemos respeitar a diversidade em todos seus aspectos? E porque tenho eu que ficar babando atrás de grandes jogadores já suficientemente paparicados e ricos? Respeito-os assim como a seus adoradores, mas é difícil ser respeitado. Não vejo muitos bons exemplos nessa atividade, pelo contrário é um mar de traições, fugas, golpes, quebra de contratos e envolvimento com bandidos de toda espécie.

Outro assunto polêmico: Toque de acolher ou recolher - em nosso país vivemos trocando nomes para tentar tornar as coisas mais palatáveis - onde temos prós e contras com manifestações exacerbadas. Pais que reconhecem a necessidade, mas não tem como segurar seus filhos, então esperam que o governo imponha os limites. Outros preferem a indiferença por temer entrar em conflito com os filhos e outros ainda que acreditam ser uma boa desculpa para dizer “Não”. Puxa vida, passamos a Vida fazendo todos seus gostos e desejos, além dos nossos mesmos, e depois queremos que alguém os eduque?

Por aqui acho estar bom somente dois assuntos, mas se observarmos, todos eles tem algo em comum: a Educação, ou falta dela. Precisamos mesmo é nos reeducar para podermos educar melhor as próximas gerações. Se começarmos agora acredito ser breve os bons resultados.

Marco Labão