No Brasil, morrem anualmente cerca de 50 mil pessoas em acidentes automobilísticos. Um número inaceitável em perdas de vida, geralmente jovens. Muitas guerras, em toda a história da humanidade, não apresentaram baixas tão alarmantes quanto essas. São os criminosos ao volante.
No estado de Israel, que vive em guerra com seus vizinhos há mais de 40 anos, morre menos gente baleada nas ruas do que em Fortaleza. Será que o mundo virou de cabeça para baixo? Não. A explicação é simples. A nossa sociedade está doente. O brasileiro honesto e trabalhador está proibido de portar arma de fogo por lei federal desde o governo FHC, mas os delinquentes as possuem em números alarmantes. É a indústria do crime funcionando a todo vapor.
Se você é um profissional liberal, empresário, professor e outros tente comprar uma arma? Vai sofrer mais do que tirar um passaporte para entrar no paraíso, todavia um marginal consegue arma de qualquer calibre com farta munição para produzir assaltos ou assassinatos por encomenda. São as “empresas” clandestinas, não tão difíceis de serem encontradas, e que proliferam em todos os quadrantes, alugando e/ou vendendo armas e munição sem serem molestadas.
A nossa organização social está desmantelada. Os políticos e mandatários dos três níveis de governo pouco se importam em criar leis fortes e aplicá-las com rigor para reverter esse triste quadro. Criminosos soltos nas ruas e cidadãos de bem homiziados em suas residências. As eleições estão chegando. Vamos ouvir os candidatos. O fim dessa desgraça depende deles e de nós mesmos.
José Batista Pinheiro - Fortaleza-CE