10 de julho de 2026
Internacional

EUA abrem inquérito policial para investigar o vazamento de petróleo


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Nova York - O secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, disse ontem que o governo federal do país abriu investigações civis e criminais sobre o desastre no golfo do México. Holder não especificou, porém, quais serão as empresas e pessoas investigadas. O esperado, porém, é que o comportamento da BP antes e depois do desastre de abril seja analisado. Segundo documentos internos divulgados no domingo, a empresa sabia que os materiais que utilizou na plataforma poderiam se romper, mas resolveu correr o risco.

“Nós temos a obrigação de dizer o que deu errado”, disse o presidente Barack Obama. “Se leis foram quebradas, levando à morte e à destruição, nós vamos levar os responsáveis à Justiça.”

Em maio, um grupo de senadores enviou para Holder uma carta que ressaltava a necessidade de se apurar “a verdade das declarações dadas pela BP ao governo”. Os políticos pressionam a Casa Branca a se envolver mais no controle da exploração de petróleo no país. A declaração de Holder aparece no momento em que a BP tem dificuldades para barrar o vazamento. Somado ao fracasso da última tentativa, anunciado no domingo, o anúncio do inquérito ajudou a derrubar em 15% as ações da empresa ontem.

Existe preocupação de que o governo pareça impotente conforme o óleo avança. Nas últimas semanas, o presidente Obama aumentou o tom contra a BP, contra a indústria em geral e mesmo contra funcionários do governo responsáveis por regulamentar a atividade das empresas petroleiras no país.

Segundo ele, o relacionamento entre empresas e agências regulatórias andava “confortável demais”. Obama reafirmou que uma regulamentação frouxa pode ter levado ao desastre. Segundo ele, se ficar claro que as leis eram insuficientes, elas serão mudadas. Holder fez o anúncio da investigação em sua visita ao golfo do México. Ele se reuniu com os governadores dos Estados da região. Preocupada com a sua imagem, a BP contratou uma especialista em relações públicas, Anne Womack-Kolton. Ela já assessorou antes o então vice-presidente Dick Cheney.