08 de julho de 2026
Pesca & Lazer

Biodiversidade marinha corre perigo


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Pesquisadores de quatro instituições divulgaram recentemente estudo que mostra as áreas-chave para a preservação da biodiversidade marinha no País. Eles dividiram a região costeira em oito “eco-regiões” e concluíram que a Sudeste (que inclui o litoral de São Paulo) é a que mais possui espécies ameaçadas de extinção: no total, 47 habitam a área.

Em segundo lugar aparece a região nomeada de Rio Grande - que abriga importantes áreas de pesca no Sul do Brasil -, com 32 espécies ameaçadas. E, em terceiro, com 30 espécies, ficou a região Brasil Oriental - que pega o litoral do Espírito Santo e da Bahia (onde ficam os extensos recifes de coral de Abrolhos).

Unindo informações da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), do Ministério do Meio Ambiente e dos Estados, os cientistas chegaram a 59 espécies em risco de extinção que são observadas no País.

Há diferentes classificações para o nível de ameaça: 41 estão em situação vulnerável (entre eles o tubarão-limão e a raia pintada), dez estão ameaçadas (como o tubarão-anjo e o pargo) e oito estão criticamente ameaçadas (exemplos são o mero, o tubarão-listrado e a arraia-serra).

A pesquisa foi apresentada na Viva a Mata 2010, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Os pesquisadores são ligados às universidades federais da Paraíba e do Mato Grosso do Sul, além das ONGs Conservação Internacional (CI) e Fundação SOS Mata Atlântica.

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Encontro discute turismo na região amazônica

O turismo tem de ser visto como uma alternativa para o desenvolvimento sustentável da região amazônica. A questão foi tema de um encontro promovido no último dia 25 pela Agência de Desenvolvimento do Turismo da Macrorregião Norte (Adetur Amazônia), na Universidade Anhembi-Morumbi, em São Paulo.

Para Aristides Cury, representante da Adetur, a população que vive na floresta pode ser aliada da conservação se o turismo se tornar algo rentável para os habitantes. Foi o que ocorreu em Bonito (MS), onde os guias de turismo adotam o papel de fiscais - denunciam e impedem a pesca em lugares proibidos, por exemplo.

O maior problema para alavancar o turismo na região amazônica é a falta de estrutura. Em muitas cidades faltam hotéis e voos. E os preços ainda são considerados muito altos. “A Região Norte recebeu em 2007 somente 2% do turismo nacional”, diz Cury.

Empresários e governos estão esperançosos de que a situação melhore pelo fato de a Amazônia estar entre as 28 finalistas do concurso “Sete Novas Maravilhas da Natureza”, criado pela Fundação New Seven Wonders.

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Ibama não ira emitir mais licenças de pesca amadora

Desde 28 de maio, o Ibama deixou de ser o órgão responsável pela emissão de licenças ambientais para a pesca amadora, modalidade praticada sem fins econômicos. O registro agora será feito ou renovado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), que também será responsável por definir uma política nacional para a prática, considerada de grande potencial turístico. Segundo o Ibama, em 2009 existiam 190 mil pessoas com licença de pesca amadora em todo o País.