11 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Por que a AM do Novo Jardim Pagani é contra instalaR um MINI-DISTRITO INDUSTRIAL na entrada de nosso bairro?


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1. O bairro carece de áreas de lazer e locais de convivência comunitária.O local poderia suprir pelo menos em parte essa carência, pois fica ao lado do Estádio Eduardo Coube, que está sendo reformado e poderia integrar ali um complexo de lazer interessante para a melhoria da qualidade de vida dos moradores.

2. Já temos uma área bastante degradada em termos residenciais, vizinha ao local, que mostra eloquentemente o que o tráfego e pre-sença de caminhões podem fazer. O mini-distrito certamente vai trazer mais tráfego comprometendo ainda mais a área no que se refere à qualidade de vida dos moradores daquela área. Quem quiser saber o que é isso com mais profundidade pode conversar com os moradores da rua Prosperina de Queiroz.

3. O bairro já tem um asfalto degradado por décadas de uso sem novo recapeamento. Há muitos tempo só recebe remendos dos tapa-buracos que duram pouco e não resistem à ação da chuva e dos veículos pesados que trafegam pelo bairro. Esse tráfego tende a aumentar com um mini-distrito industrial em sua porta.

4. O poder público afirma que o local tem infraestrutura. Discordamos. Basta ver as duas entradas perigosas que temos, saindo da Marechal Rondon entramos numa rua esburacada e perigosa. Além disso, caso o mini-distrito seja instalado, provocará maior consumo de água e energia elétrica que, com certeza, trará mais aborrecimentos para os moradores do bairro. Estamos aguardando a prometida troca toda da iluminação do bairro e as vielas aguardam reurbanização.

5. A infraestrutura em termos de canalização de águas pluviais no bairro é mais do que precária. Em muitos caso inexistente. A falta de bocas de lobo e galerias para receber e escoar água é notória e deveriam constituir prioridade da prefeitura. Há outras alternativas muito melhores para o local que um mini-distrito que supostamente cria empregos. Na verdade, trata-se de transferência de pequenas empresas de outros locais para cá. Como se costuma dizer, nesse quesito troca-se seis por meia dúzia.

Porisso somos contra. E todos aqueles que colocam o bem público acima de seus interesses particulares também. Há uma pesquisa rodando no bairro sobre o assunto: pense bem antes de responder.

Antonio Morales de Camargo - morador do bairro e 1º Secretário da Associação de Moradores