Após tornar-se a terceira maior processadora de cana do Brasil com a compra da usina Mandú anunciada na segunda-feira passada, a Açúcar Guarani está preparada para prosseguir como consolidadora do setor, afirmou o presidente da companhia nesta terça-feira.
“Estamos atentos a eventuais oportunidades que surjam. Se surgirem que façam sentido pela estratégia definida pela Guarani, nós vamos participar dessa oferta...”, afirmou Jacyr Costa Filho, o principal executivo da Guarani, em teleconferência com analistas.
“O que é importante ressaltar é que nós estamos prontos (para aquisições), esse é o ponto bastante importante”, destacou.
Na segunda-feira, a Guarani anunciou a compra da Mandú por R$ 345 milhões, o que eleva a estimativa de processamento da empresa para 20,6 milhões de toneladas de cana. A companhia também assumiu uma dívida líquida estimada em dezembro de 2009 em R$ 255,5 milhões.
A aquisição foi feita cerca de um mês depois de a Petrobras ter comprado 45,7% de participação na Guarani, com investimentos de R$ 1,6 bilhão em cinco anos. O aporte inicial da estatal de petróleo foi de R$ 682 milhões.
Segundo Costa, embora a Petrobras tenha até cinco anos para completar os investimentos, se a Guarani apresentar um projeto de negociação e ele for aprovado pelo Conselho de Administração da companhia, “o aporte é antecipado”.
“Agora depende de aparecer as oportunidades e termos esse projeto”, comentou. Pelo acordo anunciado em abril entre a Tereos, controladora da Guarani, e a Petrobras, a estatal terá o direito de realizar investimentos adicionais na companhia, via aumento de capital, que lhe confiram uma participação de até 49% na Guarani.