11 de julho de 2026
Polícia

Carro é incendiado e polícia investiga a suspeita de crime

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Um carro ficou completamente destruído, ontem de madrugada, em um incêndio aparentemente criminoso ocorrido por volta das 3h, na quadra 1 da rua Naer Murback, no Conjunto Primavera, zona leste da cidade. O veículo - um Fiat Uno placas EDH 2945, de Bauru - estava estacionado em frente à residência da proprietária, a técnica administrativa Zilda Alves Ribeiro, 51 anos.

Ela e o filho Leandro Ribeiro, que também mora na casa, são servidores públicos municipais. Zilda trabalha na Secretaria de Cultura, na Divisão de Ação Cultural. Ela chegou a atuar como diretora desse setor por vários anos seguidos até que, no ano passado, pediu exoneração do cargo devido a desentendimentos com o atual chefe da pasta, Pedro Romualdo (PSB). Já Leandro é funcionário da Secretaria de Finanças.

Em entrevista ao Jornal da Cidade, Leandro disse ter ouvido um barulho do lado de fora da casa. A essa altura, o Uno já estava em chamas. O rapaz conta ainda que viu um homem moreno, com cerca de 1,60m de altura, rondando o local. Ao notar a presença do dono do carro, o desconhecido teria saído em disparada. Antes de desaparecer, teria gritado: “Fica esperto!”

O Corpo de Bombeiros e a polícia foram acionados. Vizinhos também tentavam ajudar a conter as chamas - em vão. Em pouco tempo, o Uno, ano 2008, estava reduzido a uma carcaça enegrecida e retorcida.

Ninguém na vizinhança era capaz de entender as razões do (por enquanto) suposto crime. Mãe e filha garantem que não têm inimigos na cidade. Também alegam não possuir dívidas ou problemas dessa natureza.

Leandro é membro do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente. Por conta do cargo que ocupa, diz ser bem quisto na comunidade. “Todos me respeitam e me cumprimentam, por onde quer que eu passe. Além disso, não há casos de vandalismo no bairro. Para mim, esse incêndio foi criminoso”, afirma.

A mãe prefere aguardar o resultado das investigações policiais para emitir juízos sobre o caso. “Não sei o que pensar. Estou sem ‘pregar’ o olho a noite toda”, disse (ontem, às 14h, quando esta entrevista foi gravada, Zilda ainda não havia conseguido dormir).

À família, vizinhos disseram ter ouvido conversas vindas da rua, minutos antes de o incêndio começar. Aparentemente, seriam vozes de pessoas tentando confirmar o nome da rua (isso indicaria que mais de um indivíduo participou da ação).

Ontem de madrugada, uma equipe de peritos compareceu ao local para recolher evidências. O caso será investigado pela Polícia Civil.