09 de julho de 2026
Política

Prefeitura espera solução para descarte de chorume e pode multar a contratada

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Outro problema que ainda está pendente na administração municipal é a destinação do chorume produzido no aterro sanitário. A empresa vencedora da licitação realizada para o serviço de retirada do líquido do local ainda não iniciou os trabalhos. No início do ano, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) foi multada pelo transbordamento da lagoa que recebe todo o chorume do aterro.

No início do ano, a empresa Monte Azul foi contratada após licitação para retirada, transporte, tratamento e destinação final do chorume. Segundo o prefeito, a Monte Azul ainda não conseguiu encontrar local para levar o material.

“A empresa que ganhou a licitação já tinha que saber para onde mandar o chorume do aterro. Se ela não resolver com nenhuma cidade, terá que levar para Paulínia”, observa, referindo-se à sede da contratada.

A empresa conseguiu a anuência de Araraquara para levar o chorume até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) daquela cidade. Porém a Cetesb não aprovou a opção, pois a estação estava em reformas. De acordo com Nico Mondelli Júnior, presidente da Emdurb, a Monte Azul está buscando outras opções e deve anunciar uma resposta em breve.

Mondelli observa que a grande dificuldade é encontrar uma ETE que tenha condições de tratar o chorume com a composição do que é produzido em Bauru. Ele explica que algumas cidades já solicitaram a análise da composição química do produto e constataram que não seria possível tratá-lo. De acordo com Mondelli, após a cidade concordar em receber o chorume de Bauru, ela emite uma carta de anuência, que é entregue à Cetesb.

O órgão então avalia se a ETE da cidade comportaria o tratamento e então emite o Certificado de Aprovação de Destinação de Resíduos Industriais (Cadri), que a Monte Azul precisa para poder transportar o chorume de Bauru para a cidade que vai recebê-lo. A empresa tem sido cobrada pela prefeitura. “Se ela não cumprir (o prazo), é penalizada e o segundo colocado na licitação é chamado para executar o serviço”, ressalta o prefeito.

Sobre a operação do aterro sanitário, o governo municipal anunciou, nesta semana, que a quarta camada não deve receber licença. Mas a Cetesb indicou, como saída, a ampliação do aterro em um terreno lateral. A obra é mais cara, mas surge como saída para a prefeitura não ficar sem local regulamentado para disponibilizar o lixo doméstico por mais algum tempo. A pendência integra uma lista de reivindicações que a prefeitura fez ao secretário Estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano, na semana passada.