11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bolsa segue Exterior e cai 2,01%; Petrobras sobe e alivia o dia ruim no mercado de ações


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A Hungria roubou a cena do mercado acionário ontem, transformando uma sexta-feira que reunia todas as condições para ser morna na Bovespa em um tombo de 2%. O resultado até foi ameno, considerando que as Bolsas norte-americanas despencaram mais de 3%, reagindo ainda aos dados abaixo da expectativa do mercado de trabalho em maio. O que favoreceu o principal índice à vista doméstico a conter a queda ante seus pares foi a alta das ações Petrobras, com a notícia de uma nova descoberta de petróleo e o anúncio da contratação dos bancos coordenadores para a oferta de ações da empresa dentro do processo de capitalização.

O Ibovespa terminou a sexta-feira em baixa de 2,01%, aos 61.675,75 pontos. Na mínima, registrou 61.422 pontos (-2,42%) e, na máxima, 62.940 pontos (estável). Apesar da amplitude das altas e baixas nos últimos dias, o índice acumulou perda de apenas 0,44% na semana. No mês de junho, a perda é de 2,17% e, em 2010, de 10,08%.

A Hungria ganhou os holofotes depois que o vice-presidente administrativo do Partido Fidesz, Lajos Kosa, disse, ontem, que a nação está diante de uma crise de dívida soberana semelhante à da Grécia, que poderia resultar no rompimento com o FMI. Ontem, o porta-voz do primeiro-ministro húngaro, Peter Szijarto, tentou amenizar as declarações ao afirmar que a situação do país é grave, mas que a Hungria não seguirá o caminho da Grécia. Isso não bastou aos investidores, que se desfizeram de ativos mais arriscados, como euro e commodities, e se refugiaram nos Treasuries e no dólar. O euro renovou a mínima ante o dólar ao atingir US$ 1,1955, a menor cotação em mais de 4 anos (março de 2006).

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RENDA FIXA

Renda bruta: 9,97%

Ganho líquido/30 dias: 0,63%

Pela taxa média de 9,97% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,79% e líquido de 0,63%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 7,98% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,64% e líquida de 0,51%.

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BOLSA DE SP

Bovespa: alta de 2,01%

Volume: R$ 5,16 bilhões

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou a sexta-feira com uma desvalorização de 2,01%, aos 61.675,75 pontos e com um volume financeiro de R$ 5,16 bilhões negociados.

Em Nova Yori, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones teve uma queda de 3,15% e o Nasdaq recuou 3,64%.

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OURO

Ouro/grama: R$ 72,99

Variação: alta de 0,27%

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro encerrou o dia negociado a R$ 72,99, com uma alta de 0,27% em comparação com o fechamento da última quarta-feira.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,219,60, apresentando alta de 1,12% às 17h44 de ontem.

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DÓLAR

Comercial: R$ 1,858

Variação: alta de 1,75%

O dólar comercial encerrou o dia de ontem com uma valorização de1,75%, valendo R$ 1,856 na compra e R$ 1,858 na venda. O dólar paralelo apresentou uma alta de 0,50%, negociado a R$ 1,88 na compra e a R$ 2,00 na venda. O dólar turismo também avançou, terminando o dia cotado a R$ 1,807 na compra e a R$ 1,937 na venda.

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Tendências no mercado

Contratos de dólar futuro com vencimento em julho fecharam a R$ 1,876,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em alta de 2,51% às 17h46. O Índice Bovespa Futuro fechou em queda de 2,68% aos 61.700, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 10,94% e 11,82%, respectivamente.