08 de julho de 2026
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Monstros

Iolanda Toshie Ide
| Tempo de leitura: 2 min

É termo usado por Laerte Braga ao se referir ao ataque israelense a 800 pessoas da flotilha de ajuda humanitária a palestinos sob bloqueio na Faixa de Gaza. Sob o manto dos Estados Unidos fazem acusações infundadas (armas de destruição em massa no Iraque, armas nucleares no Irã,...) para justificar a corrida armamentista. Sabedores da superioridade bélica, sua e de seu aliado USA, provocam, provocam, provocam para conseguir uma reação que leve à guerra, de preferência mundial.

O acordo obtido pela diplomacia brasileira em parceria com a Turquia, desagradou sobremaneira as potências bélicas, leia-se nucleares. São inimigos da paz, querem a guerra a qualquer custo, porque teem certeza da vitória e de muitíssimos lucros com, dentre outras, a indústria bélica.

Além dos mortos no ataque à flotilha, há ainda cerca de 50 feridos. Os prejuízos são enormes se considerarmos também o não recebimento da ajuda humanitária que se dirigia ao tão injustiçado e sofrido povo palestino bloqueado.

“Inequivocamente condeno o que parece ser o uso desproporcionado de força, resultando na morte e ferimento de tantas pessoas tentando levar a ajuda tão necessária ao povo de Gaza, que já vem enfrentando um bloqueio por mais de três anos”, declarou Navi Pillay, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos.

“É vital que haja uma investigação completa para determinar exatamente como ocorreu este derramamento de sangue. Acredito que Israel deve fornecer urgentemente uma explicação completa” declarou o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon que se encontrava em Kampala, Uganda, onde presidiu a Primeira Conferência de Revisão do Tribunal Penal Internacional. Anteriormente afirmara que o bloqueio “cria um sofrimento inaceitável, fere as forças de moderação e fortalece extremistas”.

“Israel é culpado por um comportamento chocante, usando armas letais contra civis desarmados a bordo de navios que se encontravam em alto mar, onde existe liberdade de navegação, de acordo com a lei dos mares”, afirmou Richard Falk, Relator Especial sobre a situação dos Direitos Humanos no território ocupado da Palestina. Insistiu ainda que “é essencial que os israelenses responsáveis por este comportamento ilegal e assassino, incluindo líderes políticos que deram as ordens, sejam penalmente responsabilizados pelo seus atos equivocados”.

Chamou de o bloqueio na Faixa de Gaza de “forma maciça de punição coletiva”. Richard Falk foi bem mais além da declaração de Ban Ki-moon. Seu alerta reflete o sentimento dos povos pelo mundo todo: “A menos que uma ação rápida e decisiva seja tomada para contestar a abordagem israelense de Gaza, todos nós seremos cúmplices das políticas criminosas que estão desafiando a sobrevivência de toda uma comunidade sitiada”. Não sejamos cúmplices. Reação Já, antes que seja tarde

A autora, Iolanda Toshie Ide, é presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Lins, professora aposentada da Unesp e colaboradora de Opinião