08 de julho de 2026
Internacional

Massacre da Praça da Paz Celestial completa 21 anos


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Washington - Os Estados Unidos pediram às autoridades chinesas para libertar os presos políticos detidos desde a repressão do movimento estudantil na praça Tiananmen, em Pequim, há exatamente 21 anos. “Nos unimos a outros integrantes da comunidade internacional para solicitar à China a libertação de todos os que ainda cumprem sentenças por participar dos protestos pacíficos de então’’, disse o porta-voz do departamento de Estado, Philip Crowley.

Segundo a organização Chinese Human Rights Defenders (CHRD), 20 presos políticos ainda cumprem pena por participação nas manifestações que começaram em 15 de abril de 1989, quando estudantes pediam democracia e o fim da corrupção.

Entre os ainda detidos estão Zhu Gengsheng, Li Yujun, Yang Pu e Miao Deshun, encarcerados em Pequim, onde cumprem pena de morte com suspensão por provocarem incêndios. Anteontem, o governo chinês voltou a afirmar que as ações repressivas foram feitas em prol do desenvolvimento do país.

“Chegamos a conclusões claras em relação ao incidente político e todas as perguntas relacionadas a ele’’, assinalou a porta-voz da Chancelaria chinesa, Jiang Yu, em entrevista coletiva. “Na experiência das décadas passadas, o caminho de escolhido pela China é adequado para as condições nacionais e segue os interesses fundamentais do povo chinês’’, acrescentou a estadista. Jiang se limitou a reiterar estas respostas perante as contínuas perguntas dos jornalistas pelos fatos de 1989.

Na noite de 3 para 4 de junho de 1989, o Exército Popular de Libertação chinês disparou contra manifestantes na praça Tiananmen - ou da Paz Celestial. O drama estava há seis semanas em gestação. Durante 46 dias, os estudantes, aos quais se juntaram progressivamente operários, funcionários e vendedores, acamparam na praça, bem no centro de Pequim, desafiando o governo.

Entre 400 e 3.000 pessoas teriam sido mortas no confronto de junho, um número não esclarecido porque Pequim não assume responsabilidades e censura toda e qualquer informação relacionada por considerá-la segredo de Estado.

Pelo menos 906 manifestantes foram presos depois do massacre. O massacre de Praça da Paz Celestial é tão censurado na China que as gerações nascidas nas décadas de 1980 e 1990 desconhecem totalmente que o atual regime comunista ordenou ao Exército que disparasse contra centenas de estudantes desarmados.