10 de julho de 2026
Internacional

Situação de Honduras entra na pauta de chanceleres


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Caracas - Assassinatos e sequestros de ativistas contrários ao golpe que tirou Manuel Zelaya do poder em 2009 serão tema de reunião fechada entre chanceleres amanhã, no encontro da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A organização suspendeu Honduras após o golpe de 28 de junho, mas há pouca expectativa de que a negociação consiga avançar. Atualmente o país é governado por Porfirio Lobo, empossado em fevereiro. E o novo governo conseguiu descongelar dinheiro de cooperação dos Estados Unidos e os créditos do país no FMI.

Entretanto, Honduras segue duramente criticada pela Comissão de Direitos Humanos (CIDH) da OEA. Na semana passada, o órgão voltou a pedir a Lobo e à Justiça hondurenha que protejam 12 jornalistas, majoritariamente contrários ao golpe, ameaçados no país.

A comissão também reclamou da destituição de quatro juízes que se manifestaram contra a deposição de Zelaya, em junho de 2008. A CIDH afirma que a demissão dos magistrados “afeta seriamente o Estado de Direito’’.

Segundo a comissão, apenas no mês de fevereiro, três ativistas ligados à resistência ao golpe foram assassinados. Mesmo os EUA, que defendem a normalização de Lobo, citam a preocupação com os direitos humanos.

O secretário-geral da OEA, o chileno José Miguel Insulza, alinhou-se a Brasil, Chile e Argentina e aos integrantes da chavista Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) ao afirmar que a volta de Zelaya a Honduras é uma condição para a reintegração plena do país no sistema interamericano.

O ex-presidente, exilado na República Dominicana, rejeitou na última semana a oferta de Lobo para que volte ao país alegando que não aceita ser julgado pelos juízes “golpistas’’ por supostos crimes de corrupção cometidos por ele no governo.