Tanto no episódio recente da Secretaria Municipal de Cultura como no anterior, em tempo não muito distante da Secretaria Municipal de Educação de Bauru, verificamos como o exercício do poder no sistema democrático é desafiante. Ambas situações envolveram dois dirigentes máximos de partidos políticos: o PSB e o PC do B. Ambos dirigentes presidem os respectivos partidos por anos a fio sem que se pudesse verificar a renovação do poder. Por melhores que sejam as intenções de cada ser humano, em todas as atividades da vida é necessária a renovação para que haja oxigenação.
É bom lembrar que o poder é efêmero mesmo dado pelo voto e que muitas vezes não passa da escrivaninha do mandatário máximo em todas as instâncias. Quando se trata de “poder nomeado” fica sujeito a chuvas e trovoadas. Não basta ter boas intenções e fazer o que julgar melhor, assim como, também passar incógnito ou em cima do muro. Há que se cuidar sempre do exercício da democracia e principalmente entre aqueles que pensam de forma contrária - os diferentes - e isso começa dentro dos partidos políticos.
Acordos políticos começam nas campanhas eleitorais e devem levar em conta projetos sociais que venham de encontro aos anseios da população. Fora disso cargos políticos são meras “boquinhas”.
Antonio Carlos P. Arruda - membro do Observatório de Educação em Direitos Humanos - Unesp-Bauru