Nova York - O texto que define a nova rodada de sanções contra o Irã reconhece o esforço de Brasil e Turquia por uma “solução negociada”, mas reafirma que o país persa deve responder às preocupações da ONU com relação a seu programa nuclear.
O documento, obtido pela rede americana ABC com um diplomata, está pronto e deve ser votado amanhã.
Anteontem, brasileiros e turcos convocaram uma reunião às pressas para pedir um debate público sobre as consequências da provável aprovação da resolução.
Mas, até ontem à noite, eles, que são contra a aplicação das sanções, conseguiram apenas marcar uma consulta fechada, na manhã de hoje, entre os 15 membros do Conselho de Segurança.
Segundo a embaixadora brasileira na ONU, Maria Luiza Viotti, a meta não é obstruir nem atrasar a votação. “Queremos fazer um debate político sobre a questão, em um contexto mais amplo.”
Diplomatas de países pró sanções questionaram o fato de a votação já ser acompanhada do posicionamento público de cada um, o que tornaria o debate inócuo.
Mas, para a brasileira, os votos discutem apenas o texto que determina as sanções, e não o “contexto” - ou como ficam as relações com o Irã uma vez aprovadas as sanções que o Brasil gostaria de ter evitado.
“(A reunião de hoje) é uma discussão política, não muda a decisão do Conselho de Segurança de votar (a resolução)’’, disse Claude Heller, embaixador mexicano nas Nações Unidas.