08 de julho de 2026
Internacional

Hillary pede volta de Honduras à OEA

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Lima - A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, voltou a defender ontem o fim da suspensão de Honduras da OEA (Organização dos Estados Americanos), na reunião anual dos chanceleres da entidade, em Lima.

O tema divide a região, um dos motivos pelo qual não estava na agenda do encontro.

Honduras foi suspensa em julho passado, dias após o golpe que depôs o então presidente Manuel Zelaya.

À diferença do Brasil, Venezuela e Argentina, entre outros, Hillary avaliou que o novo presidente hondurenho, Porfirio Lobo, tem “demonstrado consistente e forte compromisso com um governo democrático’’.

Antes, o secretário-geral do Itamaraty, Antonio Patriota, que chefia a delegação brasileira na 40ª Assembleia Geral em Lima, havia dito que as medidas de Lobo não são suficientes para o retorno de Honduras da OEA.

“O regresso de Honduras tem de estar associado a medidas específicas para a redemocratização e o estabelecimento dos direitos fundamentais’’, disse Patriota.

Militarização

Outro tema delicado são as violações de direitos humanos em Honduras, que, segundo relatório preliminar da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, divulgado ontem, não cessaram com Lobo.

Após visitar o país em maio, a CIDH afirma que “as denúncias recebidas poderiam responder ao mesmo padrão de violência originado no golpe de Estado’’.

O texto fala em perseguição, prisões arbitrárias e assassinatos de jornalistas e integrantes do chamando “movimento de resistência ao golpe’’. Alerta que apenas uma pessoa está presa ante ao menos dez assassinatos de integrantes da resistência.

Segundo o Departamento de Estado, Hillary teria reunião bilateral com Patriota, antes de partir para Quito.

____________________

Amorim troca encontro por entrevista

Brasília - Em vez de se encontrar ontem, no Peru, com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, concedeu ontem à noite uma entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura.

Devido à crise iraniana, o encontro seria realizado em um momento em que o relacionamento entre os países está tenso. Antes de embarcar para a América Latina para a segunda visita em três meses, ela afirmou que o país de Ahmadinejad “tentará alguma manobra” para evitar sanções impostas pela ONU.