10 de julho de 2026
Esportes

Copa 2010: Rivais do Brasil fazem duelo decisivo


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Costa do Marfim e Portugal estreiam na Copa do Mundo hoje, às 11h (de Brasília), no estádio Nelson Mandela, em Port Elizabeth, sonhando em entrar para a história. Lideradas por estrelas como Didier Drogba e Cristiano Ronaldo, respectivamente, as duas seleções sonham em chegar a uma inédita final. Para isso, porém, precisam alcançar ao menos a segunda colocação do Grupo G, que conta com Coreia do Norte e com o favorito Brasil.

Eliminados na primeira fase da Copa-2006, na Alemanha, quando caíram em uma chave com Argentina e Holanda, os africanos chegam ao seu segundo Mundial mais experientes. Nas eliminatórias, não perderam uma partida sequer, terminando à frente de Burkina Fasso, Malaui e Guiné. A lesão de Drogba, no entanto, aumentou a lista de preocupações do técnico Sven Göran Eriksson. O atacante, que quebrou o antebraço na semana passada em amistoso contra o Japão, ainda é dúvida. Caso a ausência do capitão se confirme, o mais cotado para assumir a vaga é Seydou Doumbia, que defendeu o Young Boys, da Suíça, e já assinou contrato com o CSKA, da Rússia.

“Foi um verdadeiro azar [a fratura], pois todo mundo sabe da importância de Didier para a seleção. Mas ele segue na lista dos 23 e esperamos que ele possa jogar. Ainda não sei se ele estará liberado para a primeira partida. Ainda não podemos nos pronunciar sobre isso”, afirmou o treinador.

Após conquistar o vice-campeonato da Eurocopa-2004 e o quarto lugar no Mundial da Alemanha, em 2006, Portugal tenta chegar mais longe na África do Sul.

Para isso, conta com o astro Cristiano Ronaldo, escolhido pela Fifa como o melhor jogador do mundo em 2008. “Quero fazer um bom Mundial e quem sabe ser o melhor [jogador e marcador]; vou lutar para isso”, declarou. “Temos que pensar no primeiro jogo com a Costa do Marfim. Vai ser extremamente difícil, mas se ganharmos dois jogos passamos à fase de grupos. Depois, no mata-mata, como dizia Scolari [que comandou a seleção portuguesa na Copa-2006], tudo pode acontecer e os detalhes contam bastante”, completou.

O técnico Carlos Queiroz continua escondendo o esquema de jogo que pretende utilizar na partida de estreia. Ontem, os jogadores apenas se aqueceram. O brasileiro naturalizado português Pepe é a principal dúvida. O zagueiro, que na seleção atua improvisado como volante, sofreu ruptura no ligamento cruzado durante o confronto entre Real Madrid e Valencia, em dezembro de 2009, pelo Campeonato Espanhol. Apesar de ter atuado no amistoso contra Moçambique, na última terça-feira, ele ainda não está em sua melhor forma.

O simples fato de disputar a Copa do Mundo já é considerado uma vitória para as seleções de Nova Zelândia e Eslováquia, que se enfrentam hoje, no estádio Royal Bafokeng, às 8h30 (de Brasília), em Rustemburgo. O país da Oceania comemora a volta à competição após 28 anos de ausência. Já os europeus celebram o primeiro Mundial como nação independente.

A história do futebol eslovaco é relativamente curta. Com a independência conquistada apenas em 1993, tem seu passado associado à seleção da Tchecoslováquia, que chegou às finais dos Mundiais de 1934 e 1962, quando acabou derrotada por Itália e Brasil, respectivamente.

A classificação para o Mundial da África do Sul não deixou de ser uma surpresa. Com apenas a 34ª colocação no ranking da Fifa, os eslovacos terminaram na liderança do Grupo 3 das eliminatórias europeias, à frente de Polônia, República Tcheca, Irlanda do Norte, Eslovênia e San Marino.

A seleção deposita todas suas esperanças em Marek Hamsik, meia do Napoli, que marcou 12 gols no último Campeonato Italiano. Ele é considerado peça-chave no esquema armado pelo técnico Vladimir Weiss. “É verdade que a seleção conta com jogadores mais velhos e experientes, mas Marek é um superdotado, um jogador de nível internacional e um garoto de ouro”, afirma o treinador.

Martin Skrtel é outro destaque da equipe. Ele atua no Liverpool, aonde chegou em 2008 como o defensor mais caro da história do clube. Convocado desde 2004 pela seleção, é um dos mais experientes do elenco.

A Nova Zelândia é considerada a grande zebra do grupo. A dramática classificação foi conquistada em uma repescagem contra a fraca seleção do Bahrein. O goleiro Mark Paston defendeu um pênalti no fim do jogo.

Do único Mundial que disputaram, em 1982, na Espanha, não guardam boas recordações. Foram três derrotas por goleada, uma delas, por 4 a 0, para a seleção brasileira comandada pelo técnico Telê Santana.

Curiosamente, o técnico da seleção neozelandesa, Ricki Herbert, fez parte do grupo de 1982, mas como jogador. Ele foi o primeiro atleta do país a atuar na Inglaterra, defendendo o Wolverhampton. Do atual grupo de jogadores, o capitão e zagueiro Ryan Nelsen é um dos poucos com algum prestígio internacional. Ele atua no Blackburn, da Inglaterra.