09 de julho de 2026
Regional

Alunos desocupam diretoria da Unesp

Por Lilian Grasiela | Com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Marília – Após reunião com funcionários e docentes, cerca de 25 alunos que ocupavam desde o último dia 1 a sala da direção da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Marília (100 quilômetros de Bauru) decidiram suspender o movimento e deixar o local no início da madrugada de ontem. A universidade concordou com a abertura do Restaurante Universitário (RU) no período noturno e se comprometeu a avaliar as demais reivindicações dos estudantes.

Por meio da assessoria de imprensa, a Unesp informou que, após duas semanas parados, os funcionários já retornaram às suas atividades. “A direção abriu o diálogo com os alunos, fez uma proposta quanto à pauta de reivindicações e eles desocuparam o prédio nessa madrugada”, informou a assessoria ligada à reitoria.

Além da abertura imediata do RU à noite, com contratação de novos servidores por concurso público, a universidade também se comprometeu a discutir, juntamente com a comunidade, outros pontos da pauta de reivindicação e a agendar uma reunião entre os alunos e a reitoria.

Atualmente, o restaurante fornece 320 refeições por dia a um custo de R$ 2,50 por aluno, das 11h30 às 13h.

A ocupação do prédio da diretoria do câmpus da Unesp de Marília foi definida em assembleia geral realizada em 31 de maio, com a presença de cerca de 400 estudantes. Em um primeiro momento, a reitoria propôs que abertura do RU durante a noite fosse feita através de terceirização, o que não foi aceito pelos estudantes.

Além da abertura imediata do RU, com contratação de servidores públicos, os estudantes lutam por melhorias na estrutura dos cursos e apoiam a greve dos servidores da Universidade de São Paulo (USP), Unesp e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) contra a quebra da isonomia salarial.

As negociações para a desocupação do prédio tiveram início na última quinta-feira com uma reunião entre o comando de ocupação, direção da Unesp, funcionários e docentes. Apesar do atendimento da pauta relativa ao RU, os alunos decidiram continuar no local por exigir agendamento de uma reunião com o reitor Herman C. J. Voorwald, bem como uma congregação aberta para deliberar sobre a pauta de reivindicações.

Na sexta-feira, a direção, então, decidiu retirar a proposta. Na segunda-feira, o clima no câmpus ficou tenso com a chegada ao local de duas viaturas da Polícia Militar.

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Sindicato aguarda recurso contra liminar em Botucatu

Botucatu – A subsede do Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp) de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) aguarda julgamento de recurso contra liminar deferida pelo juiz da 1ª Vara Cível da Comarca, Marcelo Andrade Moreira, que concorda com a tese de suposta ilegalidade da greve dos servidores da Faculdade de Medicina e do Hospital das Clínicas (HC). Uma nova paralisação não está descartada caso a justiça suspenda a decisão.

A informação foi dada pela assessoria de imprensa da Unesp e confirmada pela coordenadora do Sintunesp, Rosana Bicudo. Segundo ela, até que o recurso seja julgado pela Justiça, os servidores continuam trabalhando normalmente, sem que haja prejuízo no atendimento aos pacientes do HC.

Hoje às 12h está previsto ato unificado do Fórum das Seis em frente à reitoria da Unicamp, em Campinas, onde serão definidos os rumos da greve. Segundo Rosana, o movimento quer forçar o governo a abrir um canal de negociação com a categoria. A categoria pede isonomia salarial com percentual de reajuste igual a professores e funcionários.

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Decisão judicial

A greve dos servidores da Unesp de Botucatu foi considerada ilegal pela Justiça há cerca de uma semana. O argumento da assessoria jurídica da universidade, aceito pelo juiz da 1ª Vara Cível de Botucatu, baseou-se nos riscos que a paralisação estava trazendo aos usuários do hospital.

Além do retorno ao trabalho dos servidores da Faculdade de Medicina e do Hospital das Clínica no prazo de 48 horas a partir da decisão, a Justiça determinou ainda que o Sintunesp retirasse, no prazo de 24 horas, os sindicalistas e manifestantes das dependências do campus. Em caso de descumprimento da decisão, foi fixada multa diária no valor de R$ 10 mil.