10 de julho de 2026
Regional

Funcionários da Usina Guaricanga fazem greve em Presidente Alves

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Presidente Alves – Cerca de 500 funcionários da Usina Guaricanga, em Presidente Alves (56 quilômetros de Bauru), que trabalham no corte da cana-de-açúcar, fizeram uma greve em protesto contra atrasos no pagamento e de cheques emitidos pela empresa retornarem por falta de fundos. Eles ficaram um dia de braços cruzados e voltaram ontem de manhã ao trabalho.

Em abril, a usina firmou Termo de Compromisso com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para regularizar a situação mas, de acordo com o Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Duartina, o acordo não foi cumprido.

O presidente da entidade, Abel Barreto, informa que, no início da tarde, a empresa concordou pagar o salário dos funcionários referentes ao mês de maio, que ainda não havia sido acertado. Barreto anuncia que, ainda hoje, vai acionar o MPT para cobrar uma solução definitiva para o caso, até mesmo com pedido de aplicação de multa à empresa. “Ela não cumpriu nada”, alega.

No início da manhã, antes do anúncio do pagamento por parte da usina, a orientação do sindicato era para que os trabalhadores mantivessem a paralisação. De acordo com o presidente, os funcionários estão enfrentando problemas com atrasos no pagamento há bastante tempo. Apesar do acordo com o MPT, segundo ele, itens como o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não estariam sendo recolhidos.

Procurado pelo Jornal da Cidade, o diretor da usina, Edson Sonsini, negou qualquer tipo de paralisação e disse que os trabalhadores estavam em frente à unidade para receber seus salários após convocação da empresa. Ainda de acordo com ele, não existe qualquer problema relacionado a atrasos no pagamento e retorno de cheques sem fundos da usina.

No dia 20 de abril, a Usina Guaricanga firmou TAC com o MPT, se comprometendo a pagar os salários de abril, verbas rescisórias dos empregados demitidos até o dia 23 do mesmo mês, regularizar o fornecimento de EPI’S (Equipamentos de Proteção Individual) em 15 dias e fazer o depósito do FGTS e multa relativa às rescisões contratuais de março e abril até o dia 3 de maio.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, o acordo foi feito a partir de denúncia do sindicato da categoria de que a usina havia efetuado o pagamento de seus empregados no início de abril com cheques sem fundos.