08 de julho de 2026
Regional

Câmara aprova contas de ex-prefeito


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Jaú – Por oito votos a três, a Câmara de Jaú (47 quilômetros de Bauru) derrubou anteontem à noite parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) contrário às contas de 2006 do ex-prefeito João Sanzovo Neto (PSDB).

Os vereadores que votaram contra o parecer foram Ademar Pereira da Silva (PT), Atílio Durval Gasparotto (DEM), Carlos Alberto Lampião Bigliazzi Magon (PV), José Aparecido Segura Ruiz (PTB), José Carlos Zanatto (PP), Paulo César Gambarini (PSDB), Ronaldo Formigão (DEM) e Tito Coló Neto (PSDB).

Já os parlamentares que votaram a favor do parecer do TCE foram Carlos Alexandre Ramos (PT), Fernando Frederico de Almeida Junior (PV) e Paulo de Tarso Nuñes Chiode (PV). Com a decisão o ex-prefeito escapa da inelegilidade. Ele teve o nome homologado em convenção no domingo para disputar eleição a deputado estadual pelo PSDB.

Apenas Zanatto se manifestou contrário ao parecer na tribuna sob a justificativa de que analisou durante dois dias todo o processo enviado à Câmara e não encontrou subsídios suficientes para manter o parecer do TCE.

O parlamentar também argumentou que, em vários itens avaliados, o tribunal apontou números bem acima dos exigidos na legislação para investimento público.

Usando da palavra livre, o vereador Gambarini explicou que votou contra o parecer lembrando que, durante dois anos, foi secretário de Esportes na Administração do ex-prefeito Sanzovo Neto, pautando seu trabalho no zelo com o dinheiro público.

A Câmara de Jaú já recebeu as contas da prefeitura relativas ao ano de 2007, também com parecer contrário do TCE. O processo deverá passar agora por todos os trâmites legais na Casa antes de ser colocado em votação.

Parecer pela reprovação

O TCE reprovou as contas de 2006 do ex-prefeito tucano porque ele não aplicou recursos obrigatórios por lei na Educação. Sanzovo chegou a recorrer a todas as instâncias do tribunal, mas o pedido de reexame foi negado. Ele tentou convencer os conselheiros que o investimento de R$ 800 mil e mais R$ 82 mil da instalação de um centro de treinamento do Serviço Nacional da Industrial (Senai) deveriam ser computados no ensino, porém foram infrutíferas as explicações.

Os auditores do TCE também indicaram irregularidades, como o aluguel de prédios para entidades ou órgãos públicos sem a devida comprovação de que havia convênios para essa despesa.