09 de julho de 2026
Nacional

Para Copom, risco de inflação continua alto

Folhapress
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Brasília - O Banco Central avalia que os riscos para a inflação permanecem elevados, apesar da retirada de parte dos estímulos econômicos criados durante a crise financeira. A maior ameaça, segundo o BC, está na própria economia brasileira, e não nos efeitos da crise recente nas economias da Europa.

As informações constam da ata da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) na semana passada, quando os juros subiram de 9,50% para 10,25% ao ano.

De acordo com economistas, o documento indica que o BC deve manter o ritmo atual de alta dos juros e promover outra elevação de 0,75 ponto percentual em julho. Desde abril, a taxa Selic já subiu 1,5 ponto percentual.

As projeções de inflação do Copom subiram em relação à reunião de abril e estão “sensivelmente” acima do centro da meta de 4,5%.

“Os riscos para a consolidação de um cenário inflacionário benigno se circunscrevem essencialmente ao âmbito interno”, diz a ata. Para o BC, a demanda doméstica está acima da capacidade de oferta de bens.

“Enquanto permanecer esse cenário internacional, e com a demanda doméstica no nível em que está, não haverá nenhuma mudança significativa”, afirmou Jankiel Santos, economista-chefe do BES Investimento. “O BC vai manter o mesmo patamar de aumento dos juros até setembro”, disse Inês Filipa, economista-chefe da Icap Brasil.