Bogotá - Equipes de resgate colombianas tentaram ontem pelo segundo dia consecutivo encontrar sobreviventes da explosão em uma jazida de carvão que já deixou 18 mortos confirmados em Amagá, ao sul de Medellín. Ao menos 50 mineiros estão presos no local desde a última quarta à noite, quando a explosão atribuída ao acúmulo de gás metano e monóxido de carbono interrompeu a saída da jazida.
O incidente ocorreu a 2 quilômetros da entrada do local e a uma profundidade de cerca de 150 metros.
Autoridades expressavam hoje pouca esperança de encontrar sobreviventes, e equipes de resgate avançavam na direção em que os mineiros estariam em ritmo lento, devido à possibilidade de novas explosões e à carência de equipamentos. Autoridades locais atribuíram a maioria das mortes já confirmadas à explosão.
O ministro das Minas, Hernán Martinez, disse que a mina não será reaberta até que a investigação sobre as causas do acidente seja concluída. Segundo Martinez, a jazida não estava equipada com ventilação adequada e sistemas de detecção de gases. Segundo familiares das vítimas, os mineiros recebiam de US$ 300 a US$ 600 ao mês, e as condições de trabalho eram consideradas em geral boas, apesar de a temperatura na mina chegar aos cerca de 40C.
Mais de 3 mil pessoas -ou metade da população local - compareceram ao funeral de 9 dos 18 mortos em uma igreja da cidade, um vilarejo empobrecido cercado de plantações de café e minas de carvão. O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse em comunicado sentir “muita dor’’ pelas vítimas.