Cracóvia - Os poloneses vão às urnas hoje para escolher o novo presidente do país sob a sombra de uma tragédia. A eleição, que seria em outubro, foi antecipada após a morte do presidente Lech Kaczynski e outras 95 pessoas em acidente aéreo em 10 de abril. Lideram a disputa o ex-premiê Jaroslaw Kaczynski, irmão gêmeo de Lech, e Bronislaw Komorowski, chefe do Parlamento e detentor interino da Presidência.
Apesar de a tragédia ter comovido o país, ela deu o tom à campanha apenas no início. A discussão se voltou a outros temas, disse a polonesa Anita Prazmouska, professora de história internacional na London School of Economics. Segundo ela, debate realizado no domingo passado mostrou que são as reformas internas as que mais preocupam. “A situação dos serviços de saúde e da educação foi o principal tema (abordado) pela mídia. Ambos os candidatos apoiam o envolvimento do Estado em vez da privatização dos serviços sociais”.
Os dois principais candidatos - no total, são dez - são ex-membros do movimento Solidariedade, que ajudou a derrubar o comunismo em 1989. E representam partidos que dominam o cenário político polonês desde 2005.