Bogotá - Com a maior votação absoluta em 50 anos, Juan Manuel Santos, 58, foi eleito ontem presidente da Colômbia, superando a performance eleitoral do padrinho político Álvaro Uribe em 2002 e 2006. Com 99,7% das mesas de votação reportadas ao órgão eleitoral, Santos obteve mais de 9 milhões de votos -ou 69,1% do total, contra 27,5% do independente Antanas Mockus (Partido Verde).
Com a marca, o ex-ministro da Defesa de Uribe se transforma no presidente eleito com a terceira maior porcentagem de votação relativa desde 1952. A votação de ontem foi marcada pela alta da abstenção, se comparado ao registros do primeiro turno, em 30 de maio: 44% dos 30 milhões de eleitores foram às urnas, contra 51% na anterior. Contribuíram para a queda de participação o mau tempo - fez bastante frio em Bogotá e choveu em grande parte do país -, o frisson pela Copa do Mundo e a previsibilidade do resultado.
Com a contundente vitória de Santos no primeiro turno (46,5% dos votos), a agenda política da Colômbia girou nas últimas três semanas em torno da formação do novo governo e do debate sobre o futuro do Partido Verde, o fenômeno das eleições.
O filósofo e matemático Antanas Mockus agradeceu a seus fiéis seguidores que lhe garantiram 3,4 milhões de votos, projetando a sigla no cenário político. O ex-prefeito de Bogotá repetiu os slogans que marcaram sua heterodoxa campanha, espécie de cruzada ética e filosófica que pregou o fim do “vale tudo” na política.
O presidente eleito preparou um grande festa num estádio coberto de Bogotá, com capacidade para 45 mil pessoas, mas não havia se pronunciado até as 20h30.
Santos substituirá a partir de 7 de agosto o presidente mais popular da história recente do país de 44 milhões de pessoas.