10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Os “cara-de-pau” e a “turma do cotovelo”


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Um dos períodos que mais gostamos é aquele que antecede às eleições, seja municipal, estadual ou federal, quando a todo momento somos procurados por alguns que postulam cargos públicos ou, melhor dizendo, lutam por um bom salário e, na pior das hipóteses, pleiteam futuros benefícios em forma de dinheiro, de empregos, inclusive para familiares e outras “conquistas”.

Observamos, então, pessoas que jamais conseguiram ocupar um cargo através de concurso, por competência ou mérito pessoais. Vivem de expediente, de favores e alcançam, muitas vezes, um lugar em alguma repartição pública, autarquia ou outro órgão e ali permanecem até nova eleição, quando então são obrigados a deixar a função, visto a não reeleição do “padrinho”.

Vemos, por exemplo, quando acontecem algumas promoções na cidade, oriundas de exaustivo trabalho junto aos poderes superiores, que esses aproveitadores também aparecem próximos aos que muito lutam para alcançar aquele objetivo. Eles não tem a mínima noção do ridículo e, por meio de incômodas cotoveladas, procuram se mostrar ao lado das autoridades, sempre com um sorriso forçado e falso, apesar de saberem que estão sendo observados e criticados.

Nós, com mais de 80 anos de Bauru e que jamais tivemos qualquer envolvimento com políticos e seus respectivos partidos, conhecemos bem de perto esses aproveitadores de situações criadas nos movimentos eleiçoeiros. No pleito de outubro, grande será o número de pessoas sem a mínima condição de se elegerem, porém farão dobradinhas com candidatos de fora, na expectativa de conseguirem proveitos próprios e para familiares.

Acreditamos que este comentário poderá receber críticas, mas se isso acontecer, a carapuça vai atingir em cheio, pois terá endereço mais do que certo. E se ninguém se manifestar, contra ou a favor, tudo ficará no esquecimento.

Luciano Dias Pires - jornalista