11 de julho de 2026
Internacional

Operação das forças de segurança no Quisguistão mata mais dois


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Och - A cidade de Och, a segunda maior do Quirguistão, voltou a ser palco de violência ontem, com uma operação das forças de segurança governamentais contra uma aldeia da minoria uzbeque que deixou dois mortos.

A cidade foi o epicentro dos conflitos étnicos entre uzbeques e a maioria quirguiz, iniciados em 10 de junho, nos quais ao menos 208 pessoas morreram.

No entanto, a presidente interina do país, Roza Otunbaieva, disse na semana passada que o número de mortes pode passar de 2 mil. Autoridades informaram que a ação de ontem na aldeia de Nariman teve o objetivo de localizar criminosos.

Segundo o governo, sete pessoas foram detidas sob suspeita de envolvimento no assassinato do chefe de polícia local, há uma semana.

Os uzbeques - que acusam as forças de segurança de conluio com os quirguizes durante os choques étnicos - relataram que os soldados bateram em homens e mulheres com os canos dos rifles. As autoridades não comentaram o assunto.

O governo interino, no comando desde o golpe de Estado que derrubou do poder Kurmanbek Bakiev em abril, acusa seguidores do ex-presidente de causar os conflitos para impedir um referendo no próximo domingo sobre mudanças na Constituição.

A votação é um passo necessário antes da realização de eleições parlamentares, previstas para outubro.

Otunbaieva comprometeu-se ontem, durante visita a Jalalabad - onde também houve confrontos - a levar o referendo adiante, apesar de temores sobre a segurança.

“A realização desse referendo se tornou necessária porque precisamos criar uma base legal”, afirmou a líder interina. “Se permitirmos atrasos, isso irá nos ameaçar com mais instabilidade.” Os EUA - que, como a Rússia, têm uma base aérea no país - pediram uma investigação internacional sobre as causas do conflito. Já Bakiev negou fomentar a violência.