Tel Aviv - O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, advertiu ontem que uma situação de “violência” pode surgir se a frota com ajuda humanitária que se prepara no Líbano tentar romper o bloqueio israelense sobre território palestino.
Para o ministro, é desnecessário tentar levar a ajuda por mar, especialmente depois que, ontem, foi suavizado o bloqueio a Gaza.
“Poderia surgir atrito que leve à violência, o que é totalmente desnecessário e injustificável com a abertura de Gaza”, alertou Barak na saída de uma reunião com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
Segundo ele, as autoridades israelenses não podem aceitar que “ninguém navegue diretamente para Gaza”. O ministro responsabilizou Beirute pelas embarcações que possam partir da costa libanesa, assim como pelo material transportado.
O Líbano afirmou ontem que permitirá que navios com ajuda humanitária para Gaza naveguem na costa do país. O grupo turco que mandou a flotilha interceptada no dia 31 de maio também prometeu mandar mais embarcações de auxílio.
Investigações
Barak também pediu a ONU que suspenda os planos para uma investigação internacional sobre o ataque da Marinha israelense à frota com ajuda humanitária para Gaza, no dia 31 de maio.
“Nosso ponto de vista atual é que enquanto novos navios estiveram rumando para Gaza, é melhor deixar as investigações esperando por algum tempo”, disse o ministro. Sobre as investigações que o país conduz sobre o ataque disse que “estamos avançando com nossas investigações independentes, que acreditamos ser confiáveis, criveis, com credibilidade e que deve ser deixada trabalhar.”
Ataque
No dia 31 de maio, militares israelenses atacaram uma frota internacional de ajuda humanitária que seguia para a faixa de Gaza com militantes pró-palestinos. Na ocasião, nove militantes turcos morreram e 20 pessoas ficaram feridas.
O ataque, realizado em águas internacionais, recebeu duras críticas de diversos países, que pedem, além de esclarecimentos a Israel, o fim do bloqueio a Gaza.