10 de julho de 2026
Esportes

Noroeste: Morre o ex-conselheiro Deodato Amantini, irmão de ex-presidente

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

“Era um anjo da guarda que se preocupava comigo”. Essa foi a maneira carinhosa com que o empresário Cláudio Amantini, 81 anos, se referiu ao irmão Deodato Amantini, morto na manhã de ontem, em Bauru. Com 82 anos de idade, Deodato era portador do mal de Alzheimer há pelo menos dez anos e faleceu após uma parada cardiorrespiratória. Na noite de anteontem, ele foi levado por familiares ao Hospital da Unimed, onde foi internado com um quadro clínico de gripe, conforme o filho Silvestre Amantini, que passou a noite com o pai. Silvestre acrescenta que a morte ocorreu por volta das 7h15 de ontem. “Morreu dormindo”, comenta o filho.

Seo Cláudio ressalta que o irmão era seu braço direito para todas as situações. Ambos eram inseparáveis desde criança. “Eu era mais atirado e ele era preocupado comigo”, define. Filhos de uma família humilde, Deodato e Cláudio e as irmãs Joana, Palmira, Etua e Ligia eram os filhos do casal Silvestre e Josefa Mecca Amantini. A família se mudou de Itapuí para Bauru em 1936.

O Noroeste era uma paixão do pai e dos irmãos. A primeira surpresa foi ver no gol do alvirrugro o goleiro Amélio, conhecido de Itapuí, onde atuou na Associação Atlética Itapuiense. Inicialmente, a família Amantini foi residir próximo ao antigo campo do Norusca. Seo Cláudio recorda-se da viagem com Deodato e o pai para assistir ao clássico regional contra o Marília. “Meu pai alugou um táxi e fomos para Marília. O Noroeste venceu com dois gols de Brotero e houve muita briga”, relembra.

Deodato esteve sempre ao lado do irmão nas vezes que Cláudio Amantini presidiu o Noroeste. Cláudio relembra que assumiu a presidência do clube de 1970 e 72 e, posteriormente, comandou o alvirrubro no período de 1975 a 77. Deodato foi conselheiro do Esporte Clube Noroeste. Profissionalmente, os irmãos também eram inseparáveis no negócio de carro-restaurante do empresário Cláudio, gerenciado por Deodato.

Cláudio cita que levou o irmão para trabalhar no serviço de carro-restaurante da Rede Viação Paraná-Santa Catarinha, em Ourinhos. No período da ditadura militar, Cláudio conseguiu a concessão do serviço de carro restaurante na Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) e os irmãos Amantini voltaram a trabalhar em Bauru.

O velório de Deodato Amantini ocorreu ontem no salão nobre do Centro Velatório Terra Branca na presença de muitos amigos que levaram o conforto aos familiares. Ele foi sepultado ontem, às 17h, no Cemitério Jardim do Ypê, em Bauru. Deodato deixa a esposa Antonia Cardoso Amantini e os filhos Deodato, Silvestre, Maria Cristina e Angélica e mais oito netos.