08 de julho de 2026
Esportes

Copa 2010: Arrivederci, Azzurra!


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A Itália deu um vexame e foi eliminada ontem na primeira fase da Copa do Mundo após ser derrotada por 3 a 2 pela Eslováquia, no estádio Ellis Park, em Johannesburgo, em um jogo eletrizante. Com o resultado, os italianos ficaram na última colocação do Grupo F, atrás de Paraguai e Eslováquia, classificados para a segunda fase, e até da Nova Zelândia. O Paraguai encara nas oitavas o segundo colocado do Grupo E, o Japão, e a Eslováquia, o primeiro, a Holanda.

Desde 2002, na Coreia do Sul e no Japão, um campeão mundial não era eliminado na primeira fase. Naquela ocasião, a França ficou na última colocação em um grupo com Dinamarca, Senegal e Uruguai. A última vez que os italianos foram eliminados na primeira fase havia sido em 1974, quando perdeu para a Polônia por 2 a 1 na terceira partida.

A saída da Itália faz com que nenhum país supere o Brasil em títulos mundiais até o Mundial de 2018. Isso porque, na pior das hipóteses, se não levar o título na atual edição e em 2014, a seleção permanece com cinco. O pior cenário seria a Alemanha, tricampeã, vencer em 2010 e 2014, e assim em 2018 hipoteticamente estar igual ao Brasil.

A Itália voltou a ter uma apresentação ruim e não chegou nenhuma vez com perigo no primeiro tempo. Os atuais campeões mundiais ainda se desesperaram mais após tomarem o gol, aos 25min do primeiro tempo, quando Vittek recebeu passe de Kucka e tocou na saída do goleiro.

Na segunda etapa, o técnico Marcello Lippi decidiu ousar um pouco mais e tirou o lateral Criscito e o volante Gattuso para as entradas do também lateral Maggio, mais ofensivo, e o atacante Quagliarella. As trocas não deram resultado nos dez primeiros minutos, e pouco depois Lippi colocou em campo o meia Pirlo no lugar de Montolivo.

Os italianos reclamaram muito de um gol não validado aos 21min. Após cruzamento da direita, Quagliarella chutou e o defensor eslovaco tirou a bola em cima da linha. Os italianos reclamaram que o lance foi gol. Exposta, a Itália ainda levou o segundo. Aos 28min, após cobrança de escanteio, a bola voltou para Hamsik, que cruzou de novo na área. Vittek, mais uma vez, apareceu para marcar.

A Itália ganhou vida aos 36min, quando Quagliarella chutou, o goleiro deu rebote, e Di Natale mandou para as redes. Mas o golpe fatal veio aos 44min, com o lateral Kopunek aparecendo como elemento surpresa para marcar o terceiro gol. Dois minutos depois, Quagliarella ainda fez o segundo, mas já não havia mais tempo.

Lippi assume

O técnico Marcelo Lippi assumiu a responsabilidade pelo vexame protagonizado pela Itália. “Assumo toda responsabilidade pelo que aconteceu nestas três partidas. Se um time aparece em um jogo tão importante como o de hoje (ontem) com terror no coração e nas pernas e não consegue expressar sua habilidade é porque o técnico não treinou a equipe da forma que deveria”, disse o treinador, lamentando o resultado. Ele admitiu a má preparação para a competição sul-africana.

“Esta equipe estava mal preparada técnica, táctica e, sobretudo, psicologicamente, e a culpa é minha, o que lamento perante os torcedores, a federação e os jogadores”, seguiu Lippi, fazendo mea culpa. Ele não continuará à frente da Azzurra e já conhece seu sucessor: Cesare Prandelli, ex-comandante da Fiorentina. Lippi desejou sorte.

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Empate classifica o Paraguai e elimina Nova Zelândia

Paraguai e Nova Zelândia protagonizaram mais um jogo de fraco nível técnico na Copa do Mundo da África do Sul. O empate sem gols ontem, no estádio Peter Mokaba, confirmou a liderança do grupo F ao time sul-americano. A equipe da Oceania foi eliminada sem perder um jogo sequer. Com 5 pontos ganhos, o Paraguai enfrentará o Japão nas oitavas. A Nova Zelândia foi a terceira colocada da chave, com 3, após empatar com todos os seus adversários.

A situação confortável no grupo F fez com que o Paraguai se arriscasse pouco diante de um adversário sem tradição. A equipe comandada por Gerardo Martino preferiu valorizar a posse de bola, à espera de espaços para atacar a Nova Zelândia. O lateral direito Caniza era o único paraguaio que não parecia conformado com o empate sem gols no primeiro tempo. Desde o início da partida, o jogador arriscou chutes de longa distância. Até conseguiu acertar as redes, mas pelo lado de fora.

A postura da Nova Zelândia favorecia o Paraguai. Fraco tecnicamente, o time da Oceania cometia muitas faltas para brecar os sul-americanos e tinha um meio-campo pouco criativo. A estratégia era alçar bolas na área e contar com a sorte para abrir o placar. Sem ser ameaçado, o Paraguai ficou com mais de 56% de posse de bola no primeiro tempo. Mas também não chegou a empolgar ofensivamente. A maior emoção que os torcedores presentes no Peter Mokhaba tiveram foi o anúncio do primeiro gol da Eslováquia sobre a Itália, em Johanesburgo.

O resultado parcial do outro jogo da chave não tirava o Paraguai da liderança, mas confirmava a eliminação da Nova Zelândia. Nem isso foi capaz de mudar o panorama da partida no segundo tempo. As equipes voltaram para o jogo com as mesmas formações, ambas sem inspiração. Na tentativa de dar mais movimentação ao ataque paraguaio, Gerardo Martino trocou Valdez e Óscar Cardozo por Benítez e Lucas Barrios. Já Ricki Herbert colocou Chris Wood no lugar de Fallon na Nova Zelândia, que ainda não havia chutado uma vez sequer na direção do gol até aquele momento.

As alterações não deram mais velocidade à partida. Nos minutos finais, a Nova Zelândia tentou pressionar o Paraguai de qualquer maneira. Mas, mesmo preocupado em administrar o resultado, o Paraguai chegou mais próximo da meta.