09 de julho de 2026
Internacional

EUA aprovam novas sanções ao Irã


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Nova York - O Senado dos Estados Unidos aprovou ontem, por unanimidade, sanções ainda mais duras contra o Irã, aumentando a pressão para que o país persa suspenda o seu programa nuclear. A legislação pune empresas estrangeiras que contribuam com a indústria de energia iraniana e também bancos que façam negócios com a Guarda Revolucionária iraniana - o braço militar do regime - ou com instituições que constam de uma “lista negra”.

O novo pacote ainda precisa passar pela Câmara antes de ser assinado pelo presidente americano, Barack Obama. “Quando essas sanções virarem lei, elas ampliarão as sanções multilaterais aprovadas pelas Nações Unidas (no último dia 9) e as novas sanções que a União Europeia está discutindo”, afirmou o senador Harry Reid, líder da maioria democrata.

Negociação

A versão aprovada pelos senadores harmoniza textos que passaram antes por ambas as casas do Congresso americano. Alguns aspectos do documento final deixaram mais brandas as sanções que tinham sido previstas pelo governo. O número de punições a empresas que violarem a lei, por exemplo, diminuiu.

A Casa Branca havia pedido ainda a isenção a países que “cooperam” para pressionar o Irã. Em vez disso, o que a Casa Branca conseguiu foi incluir no texto a opção de abrir mão das punições caso a caso, se o governo conseguir provar ao Congresso que se trata de uma questão de segurança nacional.

A brecha visa agradar Rússia e China, que apoiaram as sanções a Teerã no Conselho de Segurança da ONU -o Brasil votou contra aquelas sanções e dificilmente seria hoje considerado um “país cooperante”. O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, posicionou-se contra o uso desse direito. “Devemos implementar as sanções e fazê-lo rapidamente, e não abrir mão delas.’’

Mesmo com as mudanças, as sanções unilaterais podem ser consideradas duras. Além do cerco ao setor de energia, elas preveem punição a empresas estrangeiras que vendam ao Irã tecnologia para restringir ou monitorar o fluxo de informação. Os bancos americanos também poderão ser responsabilizados por ações de suas subsidiárias fora dos EUA.

Rigor

Para o senador republicano John McCain, a legislação representa as mais poderosas sanções já impostas pelo Congresso ao governo iraniano. Ele afirmou que as companhias estrangeiras poderão escolher se farão negócios com o Irã ou com os EUA. O discurso do republicano está afinado com a pressão que a Casa Branca vem fazendo em outros países desde antes da quarta rodada de sanções do Conselho de Segurança ser aprovada.

O Irã nega que o seu programa nuclear tenha como objetivo chegar à bomba atômica e pede a garantia do direito de seguir enriquecendo urânio para fins pacíficos. O governo de Mahmoud Ahmadinejad rejeitou as penalidades da ONU e é incerta a eficácia daquelas sanções contra o país.