09 de julho de 2026
Cultura

Artilheiro da música

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Chico Buarque, Pepeu Gomes, Skank e O Rappa, entre tantos outros artistas brasileiros já cantaram o futebol. Nenhum deles, porém, tanto quanto Jorge Ben Jor. Flamenguista fanático, o músico já narrou a paixão nacional em mais de 10 de suas canções (veja quadro).

Uma delas é “Umbabarauma”, que ganhou nova versão recentemente e será um dos destaques do retorno de Jorge Ben Jor a Bauru. Depois de exatos três meses, o “homem-gol” volta à cidade com a missão de encerrar a série “Planeta Copa” e sobe ao palco do Alameda Quality Center em dia de partida da Seleção brasileira na Copa do Mundo. A apresentação tem início às 20h.

Gravada originalmente em 1976 no disco “África Brasil”, a nova versão de “Ponta de Lança Africano” ou “Umbabarauma” contou com Anelis Assumpção, Céu e Thalma de Freitas nos vocais de apoio, e ainda dividindo os vocais com Jorge Ben, Mano Brown (Racionais Mc´s). Além dela, “Fio Maravilha”, “Taj Mahal”, “País Tropical”, “Por Causa de Você Menina” e “Chove Chuva” entre outros hits que marcaram a trajetória do músico prometem incendiar o público.

Jorge Ben Jor nasceu na Zona Norte do Rio de Janeiro, no subúrbio de Madureira. Seu pai queria que ele fosse advogado e sua mãe, médico pediatra, mas ele queria ser jogador de futebol. Porém, o gosto musical falou mais alto e ainda bem jovem ingressou na carreira musical.

Nelson Motta - jornalista artístico e crítico musical -, relata: “Lembro-me como se fosse hoje. Um rapaz negro, atlético e queimado pelo sol de Copacabana, cantando e tocando um violão com percussivas mistas de jazz, samba e maracatu”. Neste momento, já se formava a principal característica do cantor: swing, alegria e simpatia. Desde que surgiu no meio artístico com um estilo próprio que, como ele mesmo dizia, “um misto de maracatu”, foi respeitado e acolhido por representantes de todos os movimentos musicais, da pós-bossa nova aos ritmos atuais.

Depois de 30 anos de carreira e 24 álbuns lançados, “Recuerdos de Asunción 443” (2007) é o disco mais recente de Jorge Ben Jor. Entre 1978 e 1986, período em que foi contratado da Som Livre, Jorge Ben Jor - que ainda assinava Jorge Ben - deixou nos arquivos da gravadora, na Rua Assunção 443, algumas preciosidades inacabadas. Duas décadas depois, esse tesouro ressurgiu nesse disco. “São poesias urbanas e suburbanas dançantes, que dão prosseguimento ao que venho fazendo em minha carreira”, explica ele, em material de divulgação.

Com exceção de “Falsa Magra”, gravada pelo sambista Branca Di Neve e “Heavy Samba”, lançada com o título de “Um Poeta Amigo Meu” por Leci Brandão, todas as outras composições do álbum e que devem integrar o repertório do show são inéditas e foram retrabalhadas em estúdio por Ben Jor. Saudoso, neste projeto ele também faz homenagem aos seus amigos tropicalistas, com a canção “Miss Mexe Gal”, que foi escrita para a cantora baiana Gal Costa na época em que ela lançou o histórico álbum “Fa-Tal”, em 1971.

• Serviço

Jorge Ben Jor encerra série “Planeta Copa” hoje, às 20h. Tenda estará à disposição às 11h aos interessados em assistir ao show no local. Ingressos a R$ 140,00 (pista premium) e R$ 80,00 (pista comum). O Alameda fica na rua Luiz Levorato, 1-55, na altura do km 335 da Rondon. Mais informações pelo telefone (14) 3321-5000.