Brasília - O concurso dos Correios, atrasado há seis meses, sofreu novo golpe: a estatal concluiu que terá de desqualificar a Fundação Getúlio Vargas (FGV) por inexperiência em concursos deste porte. A prova, inicialmente prevista para agosto, atrasará novamente - e não tem nova data. Há 1 milhão de inscritos para 6.565 vagas.
A segunda colocada, Cesgranrio, com proposta R$ 400 mil acima da FGV (R$ 26,57 milhões, ante R$ 26,16 milhões), será contratada também sem licitação.
A estatal recolheu o dinheiro da inscrição sem contratar a empresa que vai elaborar e aplicar a prova, o que não é usual. Foram arrecadados R$ 35 milhões. O processo atrasou porque os Correios queriam contratar a empresa sem licitação, alegando que ela deveria ter notória competência.
O Ministério das Comunicações levou em maio o pedido de dispensa ao Tribunal de Contas da União. A demora do TCU na autorização foi um dos motivos do atraso.