10 de julho de 2026
Nacional

Na Bahia, Dilma afirma que não vai sentar na cadeira antes da hora

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Salvador - O governador da Bahia Jaques Wagner (PT-BA) recebeu apoio do presidente Lula e da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que esteve ontem na convenção que oficializou a candidatura de Wagner à reeleição.

O governador disputa o apoio lulista com o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), que se lançou oficialmente candidato na última segunda-feira, também com a presença de Dilma.

Ontem, porém, a candidata do PT deu sinais de preferência por Wagner - embora não tenha dito isso diretamente -, assim como Lula, que “estrela” de viva voz o jingle do petista.

Na entrevista aos jornalistas, antes da convenção, Dilma evitou responder diretamente à pergunta sobre qual candidato tinha sua preferência. Mas logo em seguida relatou que Lula teria mandado um recado para Wagner: o de que ele não “deixasse de brigar” para se reeleger governador da Bahia.

O encontro do PT baiano reuniu cerca de 3 mil pessoas no centro de convenções de Salvador. Em sua fala, Wagner cobriu Dilma de elogios, afirmando que Lula teve “olho clínico” ao escolhê-la. O governador a comparou ainda à religiosa irmã Dulce e a Maria Quitéria, que se destacou na luta pela Independência do Brasil.

Antes da convenção, Dilma não quis comentar a crise em torno da escolha do vice de José Serra (PSDB), embora reservadamente integrantes de sua campanha comemorem as divergências explícitas entre PSDB e DEM.

“Não é prudente ter salto alto, tampouco sentar na cadeira antes. Vocês lembram bem que quem sentou na cadeira antes, perdeu a eleição. Teve que ter até a cadeira desinfetada”, disse, em referência ao tucano Fernando Henrique Cardoso, que em 1985 foi fotografado na cadeira de prefeito de São Paulo antes da votação, que acabou dando a vitória a Jânio Quadros.

A candidata do PT também voltou a dizer que aqueles que dizem que ela vem sendo uma marionete do presidente Lula têm uma avaliação machista. “Já fui acusada de ser uma mulher forte mandando em um governo de homens. Agora, o contrário. (...) Não sou nem uma coisa nem outra, sou assim bem igualzinha a qualquer mulher.”