Com toda certeza, a construção de mini-distritos industriais em bairros residenciais não deve ser idéia de quem defende o meio ambiente e qualidade de vida, porque seria uma aberração.
Enquanto o mundo todo busca soluções para melhorar a qualidade de vida em zonas residenciais, nós, pobres tupiniquins, ainda perdemos tempo discutindo sobre esse assunto e aqui vai uma injustiça com os tupiniquins, que certamente não aceitariam esse absurdo.
Li nesta coluna que minidistrito em bairro residencial é progresso! Minha nossa!
Por analogia, imaginemos utilizar outras áreas ociosas e transformá-las em minidistritos, por exemplo o Bosque da Comunidade. Certamente alguns destrambelhados sairiam defensores dessa idéia e, o que é pior, pessoas se acham repre-sentantes da comunidade.
Que tal transformarmos o Parque Vitória Régia em mais um minidistrito industrial, não seria lindo? Quanto progresso, hein!!!
Ou, daqui para frente, todo residencial fechado deverá ter uma área a ser destinada como minidistrito industrial. Seríamos o exemplo do progresso sem limites. Isso é de uma sabedoria...
Fazer plebiscito para essa questão é no mínimo risível. Não se discute a importância da indústria, como ninguém nega a possibilidade de progresso, mas precisamos de ordem; ordem e progresso, essa é a nossa bandeira. O que está se pedindo não é isto ou aquilo, mas sim a manutenção das regras pré-estabelecidas (Jardim Pagani – ZR-3), também não há imposição de ideias, mas apelo ao bom senso.
Luis Cláudio Damasceno