08 de julho de 2026
Geral

Doação de medula em Bauru sobe 40%

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 4 min

A união faz a força. Essa é uma das frases que representam o espírito de solidariedade da população bauruense. Depois da divulgação pelo Jornal da Cidade dos casos da adolescente Gabriela Castro, 14 anos, e do menino Gabriel Pereira Sanchez, 2 anos, que travaram uma batalha contra a leucemia e pedem doadores, o Hemonúcleo de Bauru informa que, de uma média de 68 pessoas cadastradas no banco de medula óssea por mês, o número passou a 95 em junho. O número representa um importante aumento de 40% de possíveis doadores para quem sofre dessa doença.

Para a avó de Gabriela, Teresinha Rodrigues, esse crescimento é muito gratificante. “Esse aumento é muito bom. Quem sabe em um pequeno número de doações podemos encontrar uma que seja compatível para a Gabriela”, ressalta.

Ela conta que Gabriela está realizando mais um ciclo de quimioterapia no momento. “Ela está internada há quase uma semana fazendo a quimioterapia. Mas precisa urgentemente de um doador”, pede.

A avó, que reside no Estado do Paraná, conta que também conseguiu mobilizar um número significativo de doadores na cidade onde mora. “Eu consegui juntar alguns doadores, mas são poucos. Precisamos de mais doações”.

Gabriel Sanchez também está como sua xará Gabriela, realizando mais um ciclo da quimioterapia e à espera de um doador. Sua mãe, Herselene Pereira, conta que conseguiu mobilizar um grupo de doadores e realizará na próxima segunda-feira uma campanha no prédio da agência bancária onde trabalha.

“Nós passamos uma listagem para os nossos companheiros de trabalho e conseguimos atingir umas 70 pessoas. O pessoal do Hemonúcleo de Bauru vai até o local na próxima segunda-feira para fazer a coleta”, ressalta.

Herselene informa que a coleta será realizada das 9h às 11h e das 14h às 16h no auditório do prédio da Caixa Econômica Federal da avenida Nações Unidas, 7-40. “Eu espero que isso sirva de modelo de comportamento para outras empresas e que, com isso, nós consigamos mais doadores”, disse a mãe.

Coleta

Telma de Carvalho, enfermeira responsável pelo Hemonúcleo Municipal de Bauru, atribui o crescimento do número de doadores às matérias divulgadas pelo Jornal da Cidade . “Com certeza o número aumentou pela repercussão das matérias. É um aumento grande, já que a média dos últimos meses tinha ficado em 68 doadores”.

A enfermeira divulga que as empresas que estejam interessadas em abraçar o ato de solidariedade podem procurar o Hemonúcleo. “Se no mínimo 50 pessoas se comprometerem a fazer a retirada do sangue e se cadastrar como doadores, nós combinamos um dia e a equipe do Hemonúcleo vai até a empresa para fazer essa coleta”, ressalta.

Ser um doador de medula óssea é simples. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde pode ser doador. Basta comparecer a um hemonúcleo municipal e retirar uma amostra de 10ml de sangue. O material colhido é encaminhado à unidade do Hospital Amaral Carvalho localizada em Bauru para análise genética de compatibilidade.

• Serviço

As pessoas que se interessarem pelo ato de solidariedade devem procurar o Hemonúcleo de Bauru, na rua Monsenhor Claro, 8-80, Centro, das 7h às 11h30 e das 14h às 16h, de segunda a sexta-feira, munidos de RG. Os futuros doadores devem deixar cadastrados também o telefone fixo de dois parentes próximos. Para quem mora em outras cidades, o procedimento é o mesmo.

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DNA

De acordo com a enfermeira responsável pelo Hemonúcleo Municipal de Bauru, Telma de Carvalho, o processo de descoberta do DNA, que contém todas as características genéticas do doador de medula óssea, demora cerca de uma semana.

Em seguida, o resultado vai para o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que fica no Rio de Janeiro. Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.

Em caso de compatibilidade, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação, se for da sua vontade. A medula que será transplantada é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.