08 de julho de 2026
Internacional

Merkel sofre para eleger presidente


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Berlim - O que seria mera formalidade se transformou em pesadelo para a premiê alemã, Angela Merkel, e sua coalizão. Foram necessárias três votações no Parlamento ontem para que o candidato governista à Presidência, Christian Wulff, fosse eleito. Tudo isso apesar de a coalizão governista contar, desde o princípio, com uma superioridade matemática de 21 votos sobre a oposição.

Na Alemanha, o cargo de presidente é meramente cerimonial, sem caráter político. No primeiro escrutínio, Wulff obteve 600 dos 1.242 votos possíveis; depois, 615 de 1.239; e, só no terceiro, 625 de 1.242, chegando à maioria.

Os números mostram que o novo presidente alemão, o mais jovem do país, está longe de unir legendas, e que a crise iniciada nas eleições legislativas de 2009 continua.“Foi mais emocionante do que qualquer um poderia esperar. Parece que muitas pessoas querem mandar um recado a Merkel’’, disse Frank-Walter Steinmeier, líder do opositor SPD (Partido Social-Democrata) na Casa.

“Foi um tapa na cara. Eu não esperava que tantos votassem contra ela (a chanceler)”, afirmou o cientista político Gerd Langguth, da Universidade de Bonn.