09 de julho de 2026
Esportes

Copa 2010: Llorente é a ‘sombra’ de Fernando Torres


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Bastante elogiado por sua atuação diante de Portugal, o atacante Fernando Llorente afirmou ontem que ainda não se sente um titular da seleção espanhola. O jogador entrou no segundo tempo da partida, no lugar de Fernando Torres, e melhorou o rendimento da equipe, que acabou vencendo por 1 a 0 e se classificando para as quartas de final da Copa do Mundo.

“Não esperava tudo isto, tinha apenas o desejo de estrear. Foi muito bonito, ainda mais participar de uma vitória como aquela. Mas há atletas incríveis no grupo. Todos merecem jogar, é muito complicado. O técnico é quem decide’’, afirmou o jogador hoje, em entrevista coletiva, em Potchefstroom.

Fernando Torres vem sendo muito criticado por suas atuações. O badalado atacante do Liverpool participou dos quatro jogos da Espanha no Mundial, mas ainda não marcou gols e parece sentir a falta de ritmo. Torres sofreu uma grave lesão às vésperas do início da competição, precisou passar por uma cirurgia no joelho direito e quase ficou de fora da lista dos convocados. O técnico Vicente Del Bosque, porém, não parece disposto a deixá-lo no banco de reservas, ao menos por enquanto. “Nosso atacante é o Fernando [Torres]. Jogou as quatro partidas, vários minutos, vai jogar mais, confiamos plenamente nele”, defendeu o treinador.

Em relação à partida deste sábado contra o Paraguai, os espanhóis não se veem como favoritos e pregam respeito ao adversário. “É uma seleção que está aí por mérito, a América do Sul está fazendo um grande papel. Não devemos desprezar nenhum adversário”, disse ontem o atacante Pedro Rodríguez.

Torres mantém prestígio

Fernando Torres, tido como herói do título espanhol na Euro-2008, está no paredão. É o alvo preferido dos críticos da seleção da Espanha na África do Sul-2010.

Nenhum dos cinco gols da equipe no Mundial saiu de seus pés. Desempenho pífio se comparado com o de seu parceiro de ataque, David Villa, um dos goleadores da competição, com quatro bolas nas redes adversárias.

A má fase de Torres pode ser justificada pela cirurgia que fez em abril no joelho direito. Por causa de uma lesão no menisco, voltou a treinar normalmente há um mês. Quem defende Fernando Torres das críticas são seus companheiros de seleção. “Torres não está fora de forma. Tem uma personalidade impressionante e uma trajetória fantástica. Todos sabemos que o momento dele nesta Copa chegará. Quem sabe não será contra o Paraguai?”, indagou David Villa. O volante Xabi Alonso crê que o posicionamento do atacante é o problema: “Na maior parte do jogo, Fernando Torres está no meio de dois zagueiros. Não é fácil.”

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Paraguai quer encerrar seu jejum de gols em ‘mata-matas’

Após superar o Japão nos pênaltis e conquistar uma classificação inédita para as quartas de final da Copa do Mundo, a seleção paraguaia busca quebrar outro tabu: marcar seu primeiro gol em partidas mata-matas (das oitavas de final em diante) em Mundiais.

Nas quatro oportunidades que chegaram às oitavas de final, os guaranis deram adeus à competição sem anotarem um tento sequer. Em 1986, no México, a Inglaterra venceu por 3 a 0. Em 1998, a trajetória foi interrompida com uma derrota frente à França por 1 a 0. Quatro anos depois, o algoz foi a Alemanha (1 a 0). Na última terça-feira, o triunfo sobre os nipônicos só se concretizou na disputa por pênalits, após um empate de 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação.

Apesar da boa campanha na África do Sul, no que depender do retrospecto dos atacantes do técnico Gerardo Martino, a seca de gols continuará. Em quatro partidas realizadas, o Paraguai marcou apenas três gols, sendo que nenhum foi feito por atacantes. O zagueiro Alcaraz, o volante Vera e o meio-campista Riveras foram os autores dos gols.

O número ínfimo de tentos não reflete o elenco da seleção sul-americana, recheado de atacantes famosos, como Roque Santa Cruz (do Manchester City), Oscar Cardozo (do Benfica), Lucas Barrios e Valdez (ambos do Borussia Dortmund) e Gamarra (do Libertad).

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Naturalizado às pressas, Barrios diz jogar a vida

Paraguaio há menos de três meses, o atacante Lucas Barrios ainda precisa convencer os novos compatriotas de seu amor à camisa da seleção.

“Vou defender o Paraguai até a morte”, declarou o atacante, ao ser pressionado por jornalistas paraguaios depois do treino em uma escola de segundo grau em Centurion, cidade que fica a meio caminho de Pretória e Johanesburgo.

Argentino de nascimento, Barrios, 25, naturalizou-se paraguaio em abril, após ser preterido pelo treinador Maradona na Albiceleste.

Sua mãe é paraguaia, e o processo de naturalização foi feito às pressas pelas autoridades do novo país, cientes da necessidade de a seleção nacional reforçar seu pouco incisivo ataque.

“Eu sempre falo tudo com tranquilidade, e não tenho dúvida do que sinto pelo Paraguai. Estou aqui feliz de representar o país e ver as pessoas felizes em Assunção [a capital] com tudo o que está acontecendo.”