09 de julho de 2026
Internacional

Furacão atrapalha operação de combate a mancha de óleo da BP


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Venice - O furacão Alex atrapalha as tarefas de limpeza do petróleo que se espalha pela superfície do Golfo do México, e a solução definitiva para o vazamento num poço da empresa BP ainda deve levar várias semanas.

O furacão chegou na noite de quarta-feira ao nordeste do México. Os ventos e ondas causados pela tempestade obrigaram a BP a adiar a implantação de um terceiro sistema de coleta do óleo, além de suspender as atividades de queima controlada, uso de dispersantes químicos e instalação de barreiras na superfície marítima.

O furacão deve se dissipar dentro de um ou dois dias sobre o México.

O mau tempo ameaça também jogar mais água contaminada na costa sul dos EUA, região que tem sofrido grandes prejuízos econômicos e ambientais por causa do vazamento, que já está em seu 73o dia.

O presidente dos EUA, Barack Obama, se reuniria com autoridades ontem para avaliar a situação, segundo a Guarda Costeira.

Na quarta-feira, o secretário (ministro) do Interior, Ken Salazar, disse numa audiência parlamentar que um dos dois poços auxiliares que estão sendo escavados no local do acidente ainda vai levar várias semanas para chegar ao vazamento. Os poços devem interromper e tampar a tubulação danificada.

A BP não interrompeu a escavação dos poços auxiliares nem o trabalho de recolhimento do petróleo por meio de dutos que levam o material a embarcações na superfície.

Desde 20 de abril, quando a crise começou, a BP já perdeu mais de 100 bilhões do seu capital, uma vez que suas ações caíram a menos da metade, embora agora deem sinais de estabilização. Depois de três altas consecutivas nesta semana em Nova York, os papéis da empresa abriram o pregão com uma ligeira valorização de 0,2 por cento na quinta-feira em Londres, valendo 3,195 libras.

Alex enfraquece

O furacão Alex enfraqueceu para uma tempestade tropical ontem ao se deslocar para dentro do continente na região nordeste do México, causando fortes chuvas que inundaram cidades mas pouparam as instalações de petróleo dos EUA.

Chuvas da primeira grande tempestade do Atlântico em 2010 inundou cerca de 80 por cento da cidade portuária de Matamoros, derrubando árvores sobre carros estacionados e forçando a retirada de milhares de pessoas de vilas pesqueiras. Na cidade industrial de Monterrey, ao menos duas pessoas morreram em consequência das chuvas do Alex, que arrastou carros, pontes e algumas casas e causou fortes enxurradas.