11 de julho de 2026
Regional

Compra de terreno para Poupatempo é contestada por petistas na Promotoria

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu – A compra de uma área por R$ 1,9 milhão para construção do Poupatempo pela prefeitura de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) está sendo questionada no Ministério Público pelo diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT). Na representação a prefeitura é acusada de supervalorizar a área de 2.250 m2 por incluir um barracão em precárias condições e de o orçamento do empreendimento constar gastos na demolição calculados em R$ 3,8 milhões, bem superiores ao valor do terreno.

O prefeito João Cury (PSDB) garante que não houve nenhuma ilegalidade e diz que “trata-se de matéria requentada”, porque todos os questionamentos foram esclarecidos aos vereadores, incluindo a bancada do PT.

O pedido de apuração deu entrada na Promotoria na quinta-feira e foi divulgado ontem pela direção do partido A construção do Poupatempo teve início na segunda-feira na avenida Floriano Peixoto, nº. 461 e 461-A. A área foi comprada pela prefeitura com pagamento à vista por R$ 1,9 milhão, mas há um ano ela custou R$ 1,070 milhão, segundo consta na representação.

O diretório petista informa que os valores são com base nas escrituras do imóvel, o que demonstra que em 12 meses houve supervalorização de R$ 830 mil.

Outro ponto questionado é o de que a área de 2.250 m2 foi adquirida com um barracão de 1.481 m2 em precárias condições, com telhas de cerâmica velhas e vencidas, madeiramento de sustentação deteriorado, forro de madeira sem condições de aproveitamento.

A prefeitura teria feito avaliação, segundo a denúncia, levando em conta como se fosse imóvel de alto padrão e não de baixo padrão devido a precariedade do barracão.

Também é questionada despesa de R$ 3,8 milhões pelo serviços de demolição, duas vezes o valor pago pelo imóvel adquirido.

A representação pede para o MP apurar se houve superfaturamento e gastos desnecessários na transação imobiliária da futura construção do Poupatempo.

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“Matéria requentada”

A Secretaria de Comunicação do prefeito de Botucatu, João Cury (PSDB), informou ontem que foram feitas as avaliações de mercado para chegar ao preço do metro quadrado do terreno comprado. Após isso, foi elaborado projeto de lei e encaminhado à Câmara. Após questionamentos dos vereadores, a propositura foi aprovada por unanimidade, inclusive pela bancada do PT.

“A administração aguardará a notificação do Ministério Público para apresentar os esclarecimentos necessários e deixa claro que todo o processo referente a aquisição do imóvel encontra-se à disposição para verificação por parte de qualquer munícipe”, informa em nota.

Segundo a secretaria de Comunicação, a denúncia trata-se de matéria requentada. “Já houve esse questionamento e na ocasião os esclarecimentos foram apresentados. A ponto dos próprios vereadores do PT aprovarem a compra do prédio. O fato de, um ano e meio depois resolverem apresentar essa denúncia, demonstra claramente que se trata de mais uma ação política em ano eleitoral com a finalidade de macular a imagem da administração”, declara o prefeito João Cury por meio do setor de Comunicação.