11 de julho de 2026
Nacional

Investigação não deve descartar crime premeditado no caso Bruno


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Belo Horizonte - O advogado Jader Marques, que representa o arquiteto Carlos Samudio, pai de Eliza Samudio, disse ontem que a investigação sobre o sumiço da jovem não deve descartar a hipótese de crime premeditado. O goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, é o principal suspeito no inquérito que apura o desaparecimento de Eliza, com quem teria um filho de 4 meses, fruto de uma relação extraconjugal. Bruno nega envolvimento no caso.

A polícia trabalha com a hipótese de que a jovem de 25 anos tenha sido assassinada, mas ainda busca provas do suposto crime. O delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigação, disse que Bruno poderá ser convocado em breve para prestar depoimento.

“Um dos caminhos que pode ser levantado é esse (de crime premeditado). Como já era uma situação esperada por ele (Bruno) e planejada, o fato de não encontrar o cadáver pode ser parte do plano em geral”, afirmou Marques, que possui escritório em Porto Alegre e amanhã deverá embarcar para Belo Horizonte para tomar ciência dos depoimentos colhidos até o momento. Cerca de 25 pessoas já foram ouvidas.

O pai de Eliza, por meio do advogado, oferece uma recompensa de R$ 5 mil a quem apresentar informações que contribuam com a investigação. O próprio Marques, porém, não tem certeza da eficácia da medida.

Desde a divulgação do caso na mídia, pelo menos 42 ligações consideradas relevantes foram recebidas pelo serviço disque-denúncia (telefone 181) da polícia mineira.

Quatro dias depois de comparecer espontaneamente ao 2.º Distrito Policial de Santos para contar o que sabia da relação conturbada entre o goleiro e Eliza, a amiga da mulher desaparecida deixou a cidade, com medo de sofrer perseguições, seja da mídia ou a mando do próprio jogador.